ACOLHIMENTO TERAPÊUTICO: A PRIMEIRA ENTREVISTA.

Páginas: 6 (1364 palavras) Publicado: 28 de outubro de 2013
UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO “LATO-SENSU” EM TERAPIA FAMILIAR









ACOLHIMENTO TERAPÊUTICO: A PRIMEIRA ENTREVISTA.




Módulo VII – 28/08 A 02/09/2006 – Profa. Es. Selma Maria Carneiro Bisi.




ALUNA:
Priscila Callegari




BELÉM – PA
AGOSTO / 2006
Universidade da Amazônia – UNAMA
Superintendência de Pós-Graduação
Curso de Pós-GraduaçãoLato Sensu em Terapia e Orientação Familiar
Disciplina: Acolhimento Terapêutico: a primeira entrevista.
Professora Es.: Selma Maria Carneiro Bisi
Período: 28 de Agosto a 02 de Setembro de 2006

Avaliação


1 – Para você, qual a importância do Acolhimento terapêutico?
Tudo à nossa volta, nos leva a imprimir uma postura de ação, ir de encontro, resolver. Isso é sustentado pelo que nossacultura nos direciona a produzir, já que nos avalia pelo que fazemos. Devido a isso, o contato com as pessoas, através do nosso agir, é tão cotidiano, que muitas vezes nos encontramos, sem nenhuma convivência; ao invés de sermos mais conhecidos uns aos outros, permanecemos estranhos e, poucas vezes temos alguém disposto a ouvir o que temos a dizer.
Acolher significa aceitar, receber. É mais ouvir doque falar é mais receber do que fazer (HOUAISS; VILLAR & FRANCO, 2001).
Observando o exposto acima, é possível dizer que a tarefa de acolher não é uma tarefa muito fácil. Pelo contrário, nos dias de hoje, no corre-corre da vida, que estamos cada vez mais decididos a agir, a fazer, pois o tempo parece “voar”, é muito difícil estar presente, ouvindo aten­to e disponível.
Por isso, quando falamos deAcolhimento Terapêutico, devemos, enquanto terapeutas sistêmicos, pensar numa condição de ouvir atento, sem opiniões, considerações, juízos e pré-juízos, mas apenas estar junto da pessoa que nos procura, pois o acolher é sentir o outro por dentro: seus desejos e sentimentos. É enxergar no outro o reflexo de si mesmo (MINUCHIN & FISHMAN, 2003).
Esse ato de acolher é tão íntimo e precioso, queestar ali, ouvindo e permitindo que o outro se coloque por inteiro, sem calar o que ainda não foi dito e apenas aguardar o momento, ou talvez a permissão do outro, para se revelar, é um momento de extremo valor, pois é neste que o sujeito que sofre que nos procura para ajudá-lo com suas angústias, sensibilidades, limitações; procura também ser acolhido para que consiga entrar em contato com seupróprio Eu.
Nesse sentido, acredito que o acolhimento terapêutico se torna importante também, a medida que passamos a considerar que a mudança, as reflexões e os questionamentos ocorrem após a legitimação e aceitação do outro por parte do terapeuta, ou seja, após um genuíno acolhimento terapêutico.

2 – Reflita: Para você, o que falta em você para se tornar um Excelente Terapeuta Familiar?
Falar decaracterísticas pessoais, não é nada fácil, mas acredito que para que eu possa ser uma excelente terapeuta familiar, preciso adquirir, entrojetar algumas qualidades e posturas.
Primeiramente, preciso ter como visão de mundo o novo-paradigma da ciência – O Pensamento Sistêmico, sem deslizar por outras visões como se quisesse fazer um mix de teorias, resultando numa falta de direcionamento eatendimentos sem consistências. Ou seja, preciso mudar minhas crenças, meu modo de estar e agir no mundo, para que eu possa ver e pensar o mundo de forma sistêmica, tendo como princípios básicos: a ampliação do foco – preciso ver não só o indivíduo, mas também suas relações que estabelece com o meio; a descrição do verbo Estar - devo observar o indivíduo como um ser que está na relação e não como é narelação; e a legitimação da verdade do Outro – preciso aceitar o outro como legítimo outro na convivência, não posso me deter apenas às minhas verdades, não devo me colocar como acima, melhor do que esse outro; devo reconhecer e validar as idéias desse outro.
Essa idéia se confirma de acordo com Aun, Vasconcellos & Coelho (2006, p. 73):
Como seres humanos, vivemos conforme nossa visão de...
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