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notas e críticas

Hiroshima scientiæ zudia,e São
Nagasaki:
Paulo, v. 3,razões
n. 4, p. 683-710, para experimentar
2005

a nova arma

Hiroshima e Nagasaki: razões para experimentar a nova arma
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão

“...os japoneses estavam prontos para render-se e não era necessário atingi-los com essa coisa horrível.”
General Dwight Eisenhower, 1963a

No momento em que a humanidade comemora, com tristeza, os 60 anos dos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki, é conveniente recordar as circunstâncias que precederam esses ataques e culminaram nos dois trágicos eventos.
O emprego das armas nucleares tornou-se necessário – segundo as fontes oficiais norte-americanas – pois visava interromper a guerra e salvar a vida de centenas de milhares de soldados. Estudos recentes desmentem essa tese e revelam que a destruição tinha por objetivo impressionar os soviéticos, impedindo o avanço de suas tropas e marcando, na realidade, o início da guerra fria.

A fuga da Alemanha
Numa tarde de 10 de maio de 1933, milhares de jovens assistiram à queima de uma montanha de livros dentro da Universidade de Berlim. Essa queima marcou o início de uma nova era. Várias personalidades científicas de origem judaica, tais como Albert
Einstein (1879-1954) e Max Born (1882-1970), foram obrigados a deixar a Alemanha.
Alguns cientistas, como Jacob Franck (1882-1964) em Gottingen, demitiram-se em sinal de solidariedade. Outros, como Eugene Wigner (1902-1995), Leo Szilard (18981964) e Edward Teller (1908-2003), deixaram a Alemanha, pois o regime nazista estava em contradição com suas convicções. Um grupo menos numeroso permaneceu na
Alemanha como, por exemplo, Otto Hahn (1879-1968) e Fritz Strassman (1902-1980).
A maior parte exilou-se na Inglaterra, na França e, principalmente, nos Estados Unidos. scientiæ zudia, São Paulo, v. 3, n. 4, p. 683-710, 2005

683

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão

Outros optaram pela União Soviética, apesar das afinidades do governo desse país com

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