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Travestis, envelhecimento e velhice

Do transgender people get old?
Pedro Paulo Sammarco Antunes
Elisabeth Frohlich Mercadante

RESUMO: O presente artigo objetiva avaliar o processo de envelhecimento e da velhice daquelas pessoas designadas como travestis. As ciências biomédicas jogam um papel importante na categorização dessas pessoas. A intenção é compreender o impacto que tais diagnósticos têm sobre aqueles que são reconhecidos como anormais. Foram realizadas três entrevistas abertas com foco nas histórias de vida dessas pessoas. Por serem consideradas patológicas e desviantes socialmente, atravessam a vida como pessoas invisíveis e quando vistas são avaliadas preconceituosamente. Isso as levou a improvisarem suas existências em todos os seus aspectos e, em geral, a partir de contextos violentos. Suas expectativas de vida são baixas. As que vivem até a velhice, podem ser consideradas verdadeiras sobreviventes. A pesquisa resultou no levantamento de demandas e necessidades em relação às travestis. Verificou-se que precisam urgentemente de políticas públicas que as reconheçam desde sempre.
Palavras-chaves: Velhice; Gênero; Travesti.

ABSTRACT: This study is aimed to understand transgender aging context in Brazil.
Normal and abnormal were especially created by biological sciences. For being considered deviants, transgender people are not seen as human beings. They end up living in violent environments. Their life expectancy is low. Many of them do not believe to reach old age. They face a lot of prejudice and death threat. Those who get to what we call old age are considered survivals. This investigation was able to show

Revista Kairós Gerontologia Temática, 14(5), ISSN 2176-901X, São Paulo, dezembro 2011: 109-132.

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Pedro Paulo Sammarco Antunes & Elisabeth Frohlich Mercadante

satisfactorily their demands and needs. To be considered visible, they have to count on public policies to give them existence since their

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