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A SOCIEDADE ROMANA PRIMITIVA E OS TEMPOS HOMÉRICOS: UMA COMPARAÇÃO

O Mundo Grego e o Império Romano foram a origem de costumes, organização política-administrativa e conhecimento artísticos, filosóficos e científicos que marcaram de forma indelével o jeito de ser e pensar do mundo ocidental. Estes povos que compõem a Antigüidade Clássica dos estudos históricos atuais possuem fortes semelhanças e, ao mesmo tempo, diferenças irreconciliáveis em suas evoluções sócio-políticas.

Uma clara divergência entre estes dois povos, facilmente percebida em uma rápida leitura nos livros de história atuais, foca-se nas sua estruturas políticas; enquanto Roma desenvolveu um sistema centralizador, a Grécia foi formada por cidades-Estados, verdadeiros mini países, que compunham o mapa político desfragmentado do mundo helênico. Mas é apenas uma percepção macro e simples das duas estruturas. Se analisarmos mais detidamente os tempos primevos da formação das civilizações clássicas, perceberemos a dificuldade em estabelecer as diferenças entre eles, embora existissem, dada a similaridade do contexto histórico que ambos sofreram.

Tanto romanos como gregos não são autóctones. Originam-se de levas migratórias sucessivas de grupos humanos indo-europeus: os aqueus, eólios, jônios e dórios, que povoaram a Grécia Antiga, e os latinos, sabinos e etruscos, que originaram Roma. Também acrescenta-se as semelhanças entre romanos e gregos a estrutura social em seus momentos primitivos. Para ambos, os laços de família eram decisivos para as formações sociais e eram critérios de divisões de classes. A família primitiva, o geno, foi a unidade social, política, econômica e religiosa nos dois casos, onde o chefe de família (o pater) detém poderes ilimitados. As associações sangüíneas ou de parentesco permitiu as alianças entre genos, possibilitando formações políticas mais complexas – cúrias e tribos romanas e as fratrias, tribos e pólis gregas.

Assim, os descendentes diretos dos fundadores

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