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Páginas: 25 (6038 palavras) Publicado: 25 de março de 2015
MODELOS NEOCLÁSSICOS DE CRESCIMENTO ECONÔMICO1
SOUZA, Nali de Jesus.
Desenvolvimento Econômico. 5a ed. São Paulo: Atlas, 2005.
Após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos países procurou acelerar o crescimento
econômico, visando aumentar a renda e reduzir a pobreza. Os economistas passaram a formular
teorias e modelos para identificar os fatores de crescimento das economias. O modeloneoclássico
fundamenta-se em algumas equações simples e adota um conjunto de pressupostos: (a) concorrência
perfeita e pleno emprego em todos os mercados; (b) economia fechada e sem governo; (c) função de
produção com rendimentos constantes à escala (quando variam simultaneamente todos os fatores) e
rendimentos decrescentes quando se altera apenas um dos fatores; (d) economia produzindo um
único bem comapenas três fatores: capital fixo (K), trabalho (L) e terra (N); e (e) os fatores de
produção são homogêneos, divisíveis e imperfeitamente substituíveis entre si (Paz e Rodrigues,
1972, p. 107).
1 - Modelo de Meade
Na versão de Meade, o nível do produto (Y) aparece como função do emprego de capital,
trabalho, terra e das inovações tecnológicas, incluídas na variável temporal (t):
Y = f (K, L, N, t)(1)

A variação do produto (∆Y) será igual à soma das variações do estoque de capital (∆K) e do
emprego de trabalho (∆L), multiplicadas pelas produtividades marginais respectivas (Pmg), além do
crescimento residual do produto (∆Y’), atribuído ao progresso técnico, T (toda terra estando ocupada,
sua variação seria nula), ou seja:

∆Y = PmgK ∆K + PmgL ∆L + ∆Y’

(2)

No equilíbrio concorrencial, asprodutividades marginais do capital e do trabalho serão iguais
a suas remunerações respectivas (PmgK = ∆Y/∆K = r; PmgL = ∆Y/∆L = w). Dividindo-se toda a
equação (2) por Y e acrescentando-se K no numerador e no denominador da parcela relativa ao
capital e L na parcela do trabalho, tem-se que:

∆Y/Y = (rK/Y) (∆K/K) + (wL/Y) (∆L/L) + (∆Y’/Y)

(3)

A taxa de crescimento do produto (∆Y/Y) depende dastaxas de crescimento do estoque de
capital (∆K/K), do crescimento demográfico (∆L/L) e do progresso tecnológico (∆Y’/Y = ∆T/T), bem
como da participação da renda do capital e do trabalho no produto total (rK/Y = Ky e wL/Y = Ly).
Desse modo, a equação (3) pode ser representada de uma forma mais simples (Paz e Rodrigues,
1972, p. 115):
1

Esta é uma versão ampliada da seção 11.3 do livro DesenvolvimentoEconômico (Souza, 2005).

∆Y/Y = Ky (∆K/K) + Ly (∆L/L) + (∆Y’/Y)

(4)

O ritmo do crescimento econômico de uma economia dependerá das hipóteses que se fizer
acerca das variáveis envolvidas. Considerando-se nulos o crescimento demográfico e o progresso
técnico e os mesmos valores para Ky e Ly, o crescimento econômico passará a depender da
produtividade marginal do capital e do ritmo de seucrescimento, bem como da propensão a poupar
(s = S/Y). No equilíbrio, o investimento torna-se igual à poupança (∆K = S = sY). Substituindo-se Ky
em (4) por rK/Y, tem-se que ∆Y/Y = (rK/Y) (∆K/K). Sabendo-se que ∆K/Y = s, então:
(5)

∆Y/Y = rs

A relação (5) diz que, sem progresso técnico e crescimento demográfico nulo, o crescimento
equilibrado exige que o produto cresça a uma taxa igual ao produto entrea propensão a poupar e a
produtividade marginal do capital (PmgK = ∆Y/∆K = r). Quanto maiores a propensão a poupar e a
produtividade do capital, tanto mais crescerá a economia. Com propensão a poupar constante, o
crescimento dependerá apenas da produtividade marginal do capital; porém, com um único fator
variável (rendimentos decrescentes), a economia tenderá ao estado estacionário; isso ocorrerámais
rapidamente se a propensão a poupar for decrescente. Entretanto, os rendimentos decrescentes da
produtividade do capital poderão ser compensados por propensões a poupar crescentes (Paz e
Rodrigues, 1972, p. 117).
Com a hipótese de crescimento demográfico positivo e progresso técnico nulo, a economia
precisa crescer no mesmo ritmo do crescimento demográfico e da acumulação de capital, para...
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