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Páginas: 6 (1479 palavras) Publicado: 2 de junho de 2013
A Sé de Lisboa, monumento nacional desde 1907, foi construída na segunda metade do século XII no local da antiga mesquita almorávida, arrasada depois da conquista da cidade de Lisboa aos árabes por D. Afonso Henriques.

O edifício, erguido em estilo românico pelo mestre Roberto, põe de pé uma estrutura fortificada e robusta, herdando essa memória militar e defensiva. A Sé constrói-se sobre umaplanta de três naves - sendo a central em abóbada de berço e as laterais em abóbada cruzada - e sobre as duas laterais erguem-se duas curiosas galerias - o trifório. Hoje, as naves da Sé são talvez das poucas estruturas que saíram quase ilesas dos sucessivos acrescentos e restauros. Os últimos, já feitos no século XX, tornaram o monumento num verdadeiro pastiche, nas palavras do historiador JoséLuís de Matos. Sobre o cruzeiro, que nas igrejas com planta em cruz latina é o espaço onde se cruzam os dois braços da cruz, ergueu-se uma torre por cima da capela-mor.
A campanha de construção prolongou-se até aos inícios do século XIII, quando se começou a introduzir nos capitéis da fachada principal uma linguagem gótica. A partir daqui, a Sé-Catedral foi objecto de várias campanhas, como seriade esperar num dos edifícios mais antigos da cidade e o centro da vida religiosa. É do reinado de D. Dinis que data a construção do claustro, altura em que foi demolido o bairro islâmico situado a nascente da Sé. A obra, construída num terreno que sofreu um aterro, implantou-se com dificuldade, utilizando como decoração os motivos vegetalistas tão em voga no gótico português.
O acrescento maisimportante do estilo gótico será, no entanto, a construção de uma nova cabeceira por D. Afonso IV, cujo centro é a capela-mor, que o rei reservou para panteão privado. Foi esta campanha que ergueu o deambulatório - a galeria que envolve a capela-mor, rodeada de outras capelas, típica das grandes igrejas de peregrinação da Idade Média.
Já no século XVII, o arquitecto Marcos da Cruz constrói em1649 a nova sacristia, com a particularidade de toda a estatuária retratar apenas santos portugueses.
O terramoto de 1755 viria a afectar fortemente o edifício, desaparecendo parte do claustro, da capela-mor e da torre sobre o cruzeiro. D. José reconstruiu a capela-mor, sendo posteriormente o interior renovado com uma decoração neoclássica, fazendo esta intervenção quase desaparecer o saborromânico-gótico.
No início do século XX, Augusto Fuschini começa as campanhas de restauro, com alguma fúria purista e romântica, reconstruindo pormenores que ninguém sabia exactamente como tinham sido. O restauro de António Couto já não procura uma Sé idealizada, mas a imagem que hoje temos do monumento tem muito a ver com estes trabalhos do século XX. Como diz José Luís de Matos, os restauros tiveramo mérito de tornar visível o único edifício românico-gótico da cidade de Lisboa.
É uma mistura de estilos arquitetónicos, resultado da quantidade de vezes que foi restaurada. Podem visitar-se o claustro gótico e o tesouro, com uma coleção muito variada de objetos de prata, vestimentas eclesiásticas, imagens, manuscritos e relíquias relacionadas com São Vicente. No exterior sobressai a fachada,com galilé e portal com quatro arquivoltas românicas primitivas.
O Castelo de São Jorge foi construído numa das mais altas colinas de Lisboa, 111 metros acima do mar. Por isso, toda a paisagem que o circunda é magnífica, avistando-se desde o estuário do Tejo até à zona oriental da cidade. A sua dedicação a São Jorge resulta do facto deste ser o santo padroeiro dos cavaleiros que, durante a idademédia, partiam para as cruzadas. Em rigor histórico, a estrutura medieval que hoje se visita resulta de uma monumental renovação, empreendida nas décadas de 30 e 40 do século XX. Ao longo dos séculos, o castelo sofreu uma profunda erosão e foi reconstruído, levantando-se grande parte dos seus muros e subindo as torres.
O núcleo inicial data da ocupação romana da cidade, ao redor do século II...
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