Páginas: 25 (6200 palavras) Publicado: 12 de abril de 2015
  
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Estado? Não, Obrigado!  
 
Capítulo 3 ­ O estado nas democracias liberais  
Existe uma economia planificada mesmo nas democracias liberais? 
"A diferença entre democracia e ditadura é que numa democracia primeiro você vota e depois recebe as ordens e numa ditadura você não precisa perder tempo votando." Charles 
Bokowski 
Onde quer que exista um estado existe certo grau de planificação da economia.   Nem as 
democracias liberais estão livres disto.   Mesmo nelas o estado não se limita ao seu papel 
como juiz e defensor (árbitro) e assume um papel tanto como planejador como de fornecedor de serviços.   Isto acontece num grau menor do que ocorria no Camboja de Pol Pot ou na 
União Soviética e, portanto, os danos que o estado pode provocar são menores, mas ainda 
assim provocam e em alguns casos, muito graves. 
A intervenção do estado na economia se manifesta de varias formas. 
Impostos, leis, decretos, proibições, obrigações, autorizações, concessões, licenças, taxas, limitações, selos, planejamento, monopólios estatais, controle de preços, controle de 
aluguéis, certificações, inspeções, condenações, direitos, protecionismo, cotas, barreiras 
alfandegárias, salário mínimo, contratos coletivos, desapropriações e muito mais, são todos 
exemplos de intervenções estatais na economia. 
A coisa mais inexplicável de uma democracia liberal é o uso da palavra liberal.   Os regimes socialistas ou ditatoriais não fazem uso da palavra liberal.   Eles sabem que são um regime 
de outro tipo, com forte planejamento econômico, e não tentam esconde­lo.    As 
democracias liberais, ao invés disso, se escondem atrás da palavra liberal, mas são um 
sistema como os outros, apenas menos fortes, ou seja, são um sistema que ainda não 
encontrou a força ou a ocasião para se impor sobre o povo. A maior contradição em que caem as democracias liberais é a de querer institucionalizar as 
vontades da maioria que, se deixássemos o mercado livre, exatamente por serem as 
vontades da maioria, não precisariam ser institucionalizadas.   O sistema democrático por 
assim fazê­lo (a maioria decide por todos) não está aumentando a proteção à maioria, mas, 
penalizando a minoria. 
Tomemos um exemplo.   Se a maioria das pessoas quiser proibir o produto X(digamos os alimentos geneticamente modificados) ou quiser obrigar o pagamento do serviço Y (por 
exemplo, uma pensão para os idosos pobres) a coisa mais simples a se fazer seria deixar 
isto ao mercado.   Se a maioria realmente acha justo pagar uma pensão aos idosos pobres, 
se a deixarmos livre, ela simplesmente o fará.   Do mesmo modo, se a maioria acha um erro comprar alimentos geneticamente modificados, se a deixarmos livre simplesmente, ela não 
os comprará.   O que acontece ao institucionalizarmos estas escolhas, com a criação de leis 

que proíbem a compra do produto X ou que obrigam ao pagamento pelo serviço Y, é a 
penalização da minoria, isto é, aqueles que têm vontade de comprar o produto X ou que não 
tem vontade de pagar pelo serviço Y. Aplicando o mesmo raciocínio para a própria essência do estado, fica claro que se a maioria 
realmente quisesse um estado, os impostos não precisariam ser obrigatórios (imposto é 
chamado de imposto por motivos óbvios).   Não por acaso aos cidadãos raramente é 
permitido que decidam sobre impostos (por exemplo ,na Itália é proibido o plebiscito sobre 
impostos), porque é claro que se eles fossem transformados numa escolha voluntária (contribuições em troca de serviços) pouquíssimos os pagariam.   Enfim, das duas uma.   Ou 
a democracia é inútil porque não faz outra coisa que institucionalizar escolhas que a maioria 
das pessoas faria de qualquer maneira, ou não existe, uma vez que obriga os eleitores a 
fazerem escolhas que, se deixados livres, não fariam.   ...
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