Ética a Nicômaco - Resumo

Páginas: 14 (3471 palavras) Publicado: 26 de julho de 2013

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS ARAPIRACA




Ética a Nicômaco
Resumo


Documento apresentado como instrumento de avaliação para obtenção de aprovação parcial em componente curricular do Curso de Arquitetura e Urbanismo.
Professor: Anderson de Alencar Menezes.




Por
Camila Mirelle
Iasmyn Sales
José Rocha
Laudemmy Layon
Thamires Almeida




Arapiraca-AL
Mar,2012

Resumo
1
Dar e gastar parecem ser o uso da riqueza, ao passo que adquirir e conservar são antes a sua posse. Entendendo-se por “riquezas” todas as coisas cujo valor se mede pelo dinheiro; assim, é opinião de muitos que a vida depende da posse de riquezas, pois esta é útil, sendo que as coisas úteis podem ser bem ou mal usadas.
Cada coisa é usada da melhor maneira pelo homem que possuia virtude relacionada com ela, portanto, quem melhor usará a riqueza é o homem liberal, sendo que ele não estima sua riqueza por si mesma, e sim como um instrumento de sua liberalidade gastando de acordo com suas posses, e com os objetos que convêm, já que o meio termo em relação à riqueza é a liberalidade e quem excede a medida é pródigo.
A prodigalidade e a avareza são um excesso e umadeficiência no tocante à riqueza. O primeiro refere-se a homens incontinentes que malbaratam dinheiro com seus prazeres, sendo considerados os caracteres mais fracos, pois combinam em si mais de um vício; já o segundo, homens que amam a riqueza mais do que devem. Com efeito, é mais característico da virtude fazer o bem do que recebê-lo de outrem, e praticar ações nobres do que abster-se de ações vis.
Asações virtuosas são praticadas tendo em vista o que é nobre; por isso o homem liberal, como as outras pessoas virtuosas, dá tendo em vista o que é nobre, pois dá, às pessoas que convêm, as quantias que covêm e na ocasião que convêm. E isso com prazer e sem dor, pois o ato virtuoso é agradável e isento de dor. O que menos pode ser é doloroso. Tampouco é liberal quem dá com dor, já que estepreferiria a riqueza à ação nobre, o que não é próprio de um homem liberal. Mas se por acaso ele gastar de maneira contrária ao que é reto e nobre, sofrerá com isso, porém moderadamente e conforme deve; pois é próprio da virtude sentir tanto prazer como dor em face dos objetos apropriados e da maneira apropriada.
Por outro lado, ele não descurará os seus bens, com os quais deseja auxiliar a outrem.Sendo também muito característico exceder-se em suas dádivas, de maneira a ficar com muito pouco para si, porque está na sua natureza o não olhar a si mesmo. Entretanto, nada impede, pois, que o homem que dá menos seja mais liberal, se tem menos para dar.
São considerados mais liberais os que não fizeram a sua fortuna, mas os que a herdaram. Porque, em primeiro lugar, esses não têm experiência danecessidade; e em segundo, todos os homens têm mais amor ao que eles próprios produziram, como os pais e os poetas. Em decorrência, surge a acusação que se faz a fortuna: que os que mais merecem são os que menos alcançam, porém é natural que seja assim, já que com a riqueza sucede o mesmo com as outras coisas: ninguém pode alcança-la se não se esforçar para isso.
O homem que é pródigo, visto que dáe se abstém de tomar, conquanto não faça nenhuma dessas coisas bem ou da maneira apropriada (já que sua existência não tem em mira o que é nobre gastando sem refletir desperdiçando dinheiro com os seus prazeres, mas se for tratado com cuidado chegará à disposição intermediaria e justa) é considerado muito melhor que o avaro, pois beneficia a muitos, enquanto o outro não beneficia sequer a simesmo, sendo natural que a avareza seja definida como o contrário da liberalidade.
Todos aqueles que se aplicam nomes como “forreta”, “sovina”, “pão-duro” dão com relutância, mas não cobiçam as posses alheias nem desejam tomá-las para si e em alguns isso se deve a uma espécie de honestidade e aversão ao que é vergonhoso, enquanto outros se abstêm de tocar no que é alheio por medo, julgando que não...
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