O uso do crack

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INTRODUÇÃO


O uso do crack é um problema social não restrito apenas às metrópoles. Vivemos em um momento social onde a violência e a criminalidade são discutidas e alarmadas praticamente todos os dias pelos veículos de comunicação. Dentro das temáticas da criminalidade, as substâncias ilícitas e o tráfico das mesmas, parecem ser um assunto recorrente por despertar um grande temor em parteda população e ser considerado um “câncer social”. Dentro das substâncias ilícitas, o crack tem ganhado um espaço significativo na agenda da imprensa nacional diárias sobre o assunto. Uso de drogas ilícitas constitui uma das grandes preocupações das sociedades modernas. Em vários países esse consumo tem diminuído, em outros, caso do Brasil, um grave problema de saúde pública. O progressivo aumentoda criminalidade tem sido imputado aos usuários de drogas.O crack é um dos principais fatores relacionados à criminalidade nas grandes cidades e, cada vez mais, nas menores. Isso ocorre tanto por questões inerentes ao tráfico, quanto pelo comportamento que a droga gera nos dependentes. Uma substância psicoativa euforizante, estimulante, preparada à base da mistura da pasta de cocaína combicarbonato de sódio. Para a obtenção das pedras de crack também são misturadas à cocaína diversas substâncias tóxicas como gasolina, querosene e até fluido de bateria. A pedra de crack não é solúvel em água e, por isto, não pode ser injetada na veia. As consequências sociais do uso do crack em médio e longo prazo são, dentre outras, o abandono do trabalho, dos estudos ou de qualquer outro interesse quenão seja a droga, o crack; deterioração das relações familiares, com violência doméstica e frequente abandono do lar; grande possibilidade de envolvimento com criminalidade. A ruptura ou a fragilização das redes de relação social, familiar e de trabalho normalmente leva ao aumento da estigmatização do usuário, agravando sua exclusão social. Também é comum que usuários de crack matem e sejam mortos emfunção do vício.




2. DESENVOLVIMENTO

Os primeiros relatos sobre o consumo de crack no Brasil surgiram em 1989, entre crianças que viviam nas ruas do centro de São Paulo, um ano antes da primeira apreensão da droga feita pela polícia na cidade. Vinte anos depois do começo da epidemia em São Paulo, o crack migrou para os demais Estados da Federação e o mercado dadroga se consolidou em todas as cidades onde existam pessoas com muito, com pouco dinheiro, mas com muita disposição para serem transformadas em lixo social, devido a ser uma droga muito barata. Por muito tempo, a dependência química do uso do crack foi considerada uma doença social masculina; aspectos sociais e culturais que propiciavam mais acesso masculino às drogas e levavam a crer que elesseriam mais suscetíveis. No entanto, atualmente o consumo de substâncias ilícitas e álcool é indiscriminado. O crack e outras drogas viciantes alteram quimicamente uma parte do cérebro chamada sistema de recompensa. Como mencionado anteriormente, quando as pessoas fumam crack, a droga prende a dopamina nos espaços entre as células nervosas. A dopamina cria as sensações de prazer que obtemos ematividades prazerosas, como comer ou fazer sexo. Mas em usuários de crack, a dopamina continua estimulando essas células, criando um "barato", uma sensação de euforia que dura de 5 a 15 minutos. Então, a droga começa a perder efeito, deixando a pessoa desanimada e depressiva, resultando em um desejo de fumar mais crack para se sentir bem de novo.

2.2 A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DO USO DO CRACK.A disseminação vertiginosa da epidemia de crack deixa a sociedade perplexa. Tememos por nossos filhos, pela violência que caminha no rastro da droga, lamentamos o destino dos farrapos humanos que perambulam pela cidade, mas nos sentimos impotentes para lidar com problema social de tamanha complexidade. Diante desse desafio, a única saída que fomos capazes de encontrar é a de reprimir....
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