O uso do crack

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  • Publicado : 8 de maio de 2012
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O USO DO CRACK.


Há muito que as drogas têm afetado a toda população mundial. Com o surgimento do movimento hippie a partir da década de 1960 elas passaram a ter um maior alcance à população. Drogas como maconha, heroína e a cocaína se dissiminaram e a cada dia mais e mais pessoas se afundavam nesta “viagem”.
Mas o pior ainda estava por vir, e a partir da década de1980, em bairros pobres de Nova Iorque, Los Angeles e Miami surge o crack. O baixo preço da droga, a possibilidade de fabricação caseira e a forma sedutora que se apresenta o uso do crack, ou seja: leva ( é apenas fumado), não necessitando de seringas e agulha que para muitos constituem-se em violação ao próprio corpo, a não transmissibilidade do HIV pela via pulmonar, e os poderosos efeitosalcançados em segundos, são fatores preditivos de aumento cada vez maior do consumo desta droga, que atraiam consumidores que não podiam comprar cocaína refinada, mais cara e de difícil acesso.
No Brasil, a droga chegou no início da década de 1990 e se disseminou inicialmente em São Paulo. O consumo do crack se alastrou facilmente pelo país, principalmente nos grandes centrtos.De uns anos pra cá o crack deixou de ser droga marcante nos grandes centros urbanos e em que seus consumidores eram pessoas marginalizadas. Hoje o crack também deixa reféns em cidades menores do interior. Hoje o crack além de aprisionar a população dos grandes centros onde ainda infelizmente a rede de tratamento esta concentrada, ou na verdade, é ausente, estima-se que o crack já é uma tristerealidade em 98% dos municípios brasileiros. Além das cidades o crack já alcançou áreas mais distantes nas zonas rurais; hoje há uma geração de cortadores de eucalipto, cana, etc. que usam o crack para melhorar o desempenho na atividade agrícola.
Mas o que mais choca é que se nos grandes centros o tratamento dos usuários já é difícil, nas cidades pequenas o tratamento ser torna bemmais complicado. È preciso tratar o crack como um problema de saúde pública. È fundamental ações de políticas públicas e também a massificação da informação sobre a droga: a alternativa e prevenir com educação nas escolas, investir em inteligência policial para maior repressão nas fontes de distribuição e o tratamento dos dependentes na rede pública e de programas de acolhimento e reisserção social.Enquanto aguardamos atitudes dos nossos governantes, neurônios vão sendo destruídos, a memória, concentração e autocontrole são nitidamente prejudicados, e o que é pior: famílias vão sendo totalmente devastadas e a vida já parece não valer mais nada. Superar o vício não é fácil, requer, além de ajuda profissional, muita força de vontade por parte da pessoa e principalmente dafamília e também de toda sociedade para cobrar dos políticos programas de combate ao crack que possam englobar toda a parcela da população.
A ação articulada entre a Prefeitura e o governo de São Paulo para acabar com a Cracolândia conseguiu a façanha de ser unanimemente rejeitada. Sociedade civil organizada, movimentos sociais, Ministério Público e Igreja Católica já se posicionaramcontra o fato de a operação no centro de São Paulo tratar uma questão tão delicada e dolorosa como o consumo do crack como um mero caso de polícia.

A droga é um problema que deve ser tratado com repressão policial apenas quando se trata de enfrentar e coibir o tráfico – e, mesmo assim, com estratégias inteligentes que impeçam os traficantes de dominar áreas da cidade e ameaçar aspessoas. Neste caso, a repressão policial pela polícia é admissível – jamais para enfrentar usuários miseráveis e desarmados. O padre Júlio Lancelotti esclarece muito bem essa questão quando afirma que tratar o usuário das drogas como criminoso é a mesma coisa que tentar resolver o problema alcoolismo prendendo dependentes do álcool. A dependência química é uma doença e precisa ser tratada...
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