O uso do crack, um problema restrito às metrópoles?

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  • Publicado : 14 de maio de 2012
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SUMÁRIO


1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................3



2 DESENVOLVIMENTO.............................................................................................3



3 CONCLUSÃO ..........................................................................................................6



4 REFERÊNCIAS ........................................................................................................8



















O USO DO CRACK, UM PROBLEMA RESTRITO ÀS METRÓPOLES?

O uso docrack é um problema social não restrito apenas às metrópoles. Os primeiros relatos sobre o consumo de crack no Brasil surgiram em 1989, entre crianças que viviam nas ruas do centro de São Paulo, um ano antes da primeira apreensão da droga feita pela polícia na cidade. Vinte anos depois do começo da epidemia em São Paulo, o crack migrou para os demais Estados da Federação e o mercado da droga seconsolidou em todas as cidades onde existam pessoas com muito, com pouco dinheiro, mas com muita disposição para serem transformadas em lixo social, devido a ser uma droga muito barata.
O crack é uma substância psicoativa euforizante, estimulante, preparada à base da mistura da pasta de cocaína com bicarbonato de sódio. Para a obtenção das pedras de crack também são misturadas à cocaína diversassubstâncias tóxicas como gasolina, querosene e até fluido de bateria. A pedra de crack não é solúvel em água e, por isto, não pode ser injetada na veia. Ela é fumada em cachimbos, tubos de PVC ou aquecida em latinhas de refrigerante, cerveja ou similares. Após ser aquecida em temperatura média de 95°C, passa do estado sólido ao de vapor. Quando queimada produz o ruído que lhe deu o nome. Pode sermisturada com maconha e fumada junta.
A droga de uma droga ainda mais devastadora que a droga do crack é a merla, também conhecida como mela, mel ou melado, preparada de forma diversa do crack, apresenta-se sob a forma de uma base e também é fumada. Utilizada predominantemente no Distrito Federal, a merla é extremamente tóxica e acarreta sérias complicações médicas.
Ao ser fumado, ocrack é absorvido pelo pulmão e chega ao cérebro em menos de 10 segundos. Após a “pipada” (ato de inalar a fumaça), o usuário sente grande prazer, intensa euforia, sensação de poder, excitação, hiperatividade, insônia, perda de sensação de cansaço e falta de apetite. O uso passa a ser compulsivo, pois o efeito dura apenas de 5 a 10 minutos e a “fissura” (vontade) em usar novamente a droga torna-seincontrolável. Segue-se repentina e profunda depressão e surge desejo intenso de uso repentino e imediato. Assim, serão usadas muitas pedras em seguida para manter o efeito estimulante.
Por ser fumado, o crack se expande pela grande área da superfície do pulmão e é absorvido em grande pela circulação sanguínea. O efeito é rápido e potente; porém, passa depressa, o que leva ao consumodesenfreado.
As conseqüências físicas do uso do crack em médio e longo prazo são danos ao pulmão, associados a fortes dores no peito, asma e bronquite; aumento da temperatura corporal com risco de causar acidente vascular cerebral; destruição de células cerebrais, neurônios, e degeneração muscular, o que confere aquela aparência esquelética ao usuário freqüente, inibição da fome e insôniasevera.Estudiosos como o farmacologista Dr. F. Varella de Carvalho asseguram que "todo usuário de crack é um candidato à morte", porque ele pode provocar lesões cerebrais irreversíveis por causa de sua concentração no sistema nervoso central.
Além disso, os materiais utilizados para a confecção dos cachimbos são, muitas vezes, coletados na rua ou no lixo e apresentam iminente risco de contaminação...
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