O trabalho no brasil

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  • Publicado : 12 de março de 2012
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O TRABALHO NO BRASIL

O mundo de alta tecnologia e competição global elimina empregos e cria no-vos vínculos no mercado de trabalho. O Terceiro Setor e os informais ocupam o es-paço, impulsionados por iniciativas governamentais, como o Banco do Povo.

1. Sociedade encontra opções para trabalho e renda

Somos o oitavo maior PIB do mundo, com produção próxima a 800 bilhões de dólares anuais.Entretanto, no ranking do PIB per capita, caímos para a 34ª posição entre os 133 maiores países. Segundo o PNAD, realizado pelo IBGE, temos 85 mi-lhões de pessoas, ou 54% da população, com renda inferior a R$ 132 mensais, mí-nimo utilizado como parâmetro pela Organização Mundial de Saúde para definir a pobreza. Desses, cerca de 17 milhões vivem em estado de miséria absoluta. Por Estado, o Maranhãopossui 86% de seus habitantes abaixo da linha de pobreza. É o pior quadro do país.

A média no Nordeste é de 80% de pobres. Minas Gerais está em décimo lugar no país, junto com o Espírito Santo e Mato Grosso, com 55% de pobres. A sociedade ressente esse desnível e procura suas próprias soluções. O chamado Terceiro Setor reúne empresas, fundações e milhares de entidades que atuamprioritariamente na defesa do meio ambiente, assistência a menores e adolescentes, educação, questões de gênero, direitos humanos, saúde e cultura. Os exemplos se espalham de Norte a Sul do país, criando alternativas para geração de trabalho e renda. Segundo Cláudia Feres Faria, doutoranda em Sociologia e Política do Departamento de Ciência Política da UFMG, os movimentos sociais se caracterizam nos anos 90 porabandonar qualquer tipo de "associativismo ingênuo" e suas posturas reivindicatórias para realizar "ações propositivas".

Conforme a pesquisadora, busca-se reverter o desequilíbrio social estabele-cendo-se um interface com o Estado, ancorada na defesa da cidadania. Volta-se para a criação de novas alternativas de participação e intervenção. Essa dinamiza-ção e mudança de relacionamentorevitaliza os movimentos e a própria democracia brasileira. Pesquisa realizada em São Paulo e Belo Horizonte demonstra não só o aumento quantitativo como também qualitativo na forma de associação no Brasil.

Nas duas últimas décadas surgiram, além de associações comunitárias, vol-tadas para solução de problemas imediatos, entidades que lidam com questões éti-cas e políticas e ainda movimentosrelacionados à revalorização da vida, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra e a Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida. Tal renovação das práticas sociais, conforme Cláudia Feres, imprime mudanças no padrão de relacionamento com o sistema político, na medida em que passam a exigir maior publicidade no que tange às ações do governo e mai-or responsabilidade das agências públicas naimplementação de políticas sociais.


Essa interação, entretanto, não está presente nas estratégias adotadas pelo governo federal para implementar as reformas do Estado que considera prioritárias. Segundo a pesquisadora, "a lógica vigente parece se assentar no raciocínio segun-do o qual autoridade estatal e eficiência técnica não são compatíveis com transpa-rência e controle externo do processodecisório. Pressupõe-se que eficiência se re-sume tão somente a questões como o tamanho da máquina administrativa e agilida-de no processo de tomada de decisões. Negam-se, inclusive, diretrizes de agências internacionais como o Banco Mundial, pelas quais essa reforma deveria envolver também a revitalização dos mecanismos de cobrança e prestação de contas".

2. Informais compensam desempregoQuase metade da População Economicamente Ativa(PEA) encontra-se no mercado informal de trabalho, que funciona como um colchão social, absorvendo a pressão da demanda gerada pelo desemprego, pela falta de mão-de-obra qualifica-da e por aqueles que querem fugir das altas taxas de juros e impostos cobrados pelo governo.

A afirmativa é do economista Ivan Beck, professor da Faculdade de Ciências...
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