O trabalho dignifica o homem, enquanto o direito nem sempre garante a justiça dos mortais

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 7 (1633 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 15 de junho de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
O TRABALHO DIGNIFICA O HOMEM , ENQUANTO O DIREITO NEM SEMPRE GARANTE A JUSTIÇA DOS MORTAIS.

Domingos José Zordan'







RESUMO

O poeta grego HESÍODO encerra em sua obra “OS TRABALHOS E OS DIAS”, inúmeras razões doporquê o homem deve se dedicar ao trabalho, onde também faz referências aos dias e épocas do ano mais propícias para as colheitas, viagens, etc. Ainda faz uma citação especial sobre as quatro estações do ano. Paralelamente, ou para ser mais preciso, em outro aspecto do poema , ele fala da divisão injusta da herança do pai com oirmão e a forma como se processou, isto é, através do suborno aos juízes. Outrossim, revela a distinção da conquista da “Arete” a todos os homens.

Palavras –Chave: A vida campestre. “Arete”. O direito. A justiça.







INTRODUÇÃO




Se há quem tenha inovado na antiga literatura grega, este alguém foi o poetabeócio HESÍODO. Esta inovação se dá, justamente, porque se revela numa ótica totalmente diferente daquela revelada por HOMERO, que era o mundo e a cultura dos nobres. Originalmente, sua obra chamada os “ ERGA ”, apresenta a descrição na vida do campo grega no final do sec. VIII, A.C., acrescendo a segunda fonte de educação dos gregos.Para HOMERO, na formação do homem, a educação tem como ponto de partida a nobreza, que se mostra bem presente nos heróis e nos detentores do poder. HESÍODO, neste poema rústico e didático cujo título dado posteriormente foi “OS TRABALHOS E OS DIAS”, nos mostra o valor do trabalho que dignifica o homem, principalmente na buscapela “Arete”. Vejamos que o trabalho no campo, seu foco principal, exige disciplina, tenacidade e uma verdadeira ação de luta pela sobrevivência, que é um conjunto de atos de heroísmo.

HESÍODO nasceu e morreu na aldeia de Ascra, Beócia, no centro da Grécia, procurou heroizar o valor do próprio trabalho como uma novaconcepção de luta. Assim, é o início do individualismo da “Arete”, que não é mais um direito de uma classe { os nobres }, mas do homem como um todo. O heroísmo antes calcado na guerra dos bons soldados, em HESÍODO é calcado no trabalho e como já dissemos, na individualização ou subjetivação da “Arete”, que está ao alcance de todos. O modelo de nobre aser seguido fora preterido,[v.v.290 a380].





O TRABALHO E O DIREITO



Enquanto, nos “ERGA”, HESÍODO mostra a organização do mundo dos homens, na obra “TEOGONIA” ele nos mostra o mundo dos deuses. Antes de entrarmos na análise do poema em foco, convém falarmos resumidamente nesta outra obra de muita importância para a éticaantiga pois retrata o início de tudo. No início, na Gênese, era o Caos, a Terra { Gaia } e Eros. Cronos reinava supremo sobre tudo. Foi então destronado por seu filho Zeus, que veio tornar-se amparo para o justo e o trabalho era o primeiro passo das “ benesses “ dos deuses para com os homens. Não há mais a raçados heróis. O ‘’ status quo “ descrito por HOMERO não mais se aplica. É uma crítica, indiretamente , à concepção de homem em HOMERO. O ideal de formação puro não existe mais, pertence a outra raça.

Na parte inicial de “OS TRABALHOS E OS DIAS”, vem a invocação das musas Piérias e não as do Halicon como fez na “TEOGONIA”. Ele...
tracking img