O terramoto de lisboa e a acção do marquês de pombal

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O Terramoto de Lisboa e a acção do
Marquês de Pombal na reconstrução da cidade

















“Esse foi o seu derradeiro pensamento, antes de sentir que o mundo à sua volta desatava a tremer, que as paredes abanavam, que o barulho da chegada da morte era avassalador. Parecia que a terra inteira estalava, num ribombar ensurdecedor, como se mil carroças e mil cavalosestivessem a passar por ali ao mesmo tempo.”
“Quando Lisboa Tremeu” Domingos Amaral






































Localização potencial do epicentro do terramoto de 1755 e tempos de chegada do maremoto, em horas após o sismo.



O Terramoto

O terramoto fez-se sentir na manhã de 1 de Novembro de 1755às 9:30h ou 9:40h da manhã.
O epicento não é conhecido com precisão. Os sismólogos propõem locais distanciados em centenas de quilómetros, mas todos convergem para um epicentro no mar, entre 100 a 500 km a sudoeste de Lisboa. Devido a um forte sismo ocorrido em 1969 no Banco de Gorringe, este local tem sito apontado como grande probabilidade de ai se ter situado o epicentro de 1755. A magnitudepode ter antingido 9 na escala Richter.


Dia de Todos-os-Santos, como era feriado, as pessoas respondiam ao apelo dos sinos, encaminhamdo-se para uma das muitas igrejas e capelas que havia na cidade.

“O rapaz não pareceu ouvi-la e saiu da igreja, furando entre a multidão que queria entrar para a missa. Tinha dado talvez vinte passos quando um ribombar tremendo se fez ouvir, como se fosse umtrovão, ou coisa assim, e as pessoas suspenderam as conversas, espantadas. De seguida, a terra começou a tremer debaixo dos pés do rapaz, numa trepidação assustadora, e um novo ruído arrepiante se ouviu, como se alguma coisa descomunal estalasse.” (...)
“Fora então que olhara para trás, para a igreja de São Vincente de Fora, e o seu coração enchera-se de pânico ao ver o tecto do edifício abater,caindo para dentro da igreja, para cima da sua mãe.” (...)
“ As portas da igreja saltaram das enormes dobradidiças e tombaram sobre os infelizes que ali estavam, e viu sangue, pessoas rasgadas, sem membros, seres a morrerem num segundo.” (...)


“ Rodeou a igreja pela esquerda, saltando por cima de infelizes que gritavam “misericórdia”, tentando não pisar os corpos no chão. (...) Viu homensdesesperados, como ele, a quererem entrar na igreja, talvez para procurar as suas mulheres e os seu filhos, chocando com os que queriam sair, e todos lutavam uns com os outros, alucinados.” (...)
“Uma enorme fenda abrira-se no chão e havia seres a deslizarem nos seus bordos, esbracejando em vão, como pequenas baratas a escorregarem numa parede gordurosa.” (...)
“Depois, a igreja caiu. O rapaznem queria acreditar no que estava a acontecer! A igreja de São Vicente de Fora, a igreja aonde a mãe estava, caíra! O tecto, as paredes, a nave centrarl, a estrutura do edifício, caíra tudo, desmoronando-se com estrondo, num vendaval de poeira e pedras, soterrando os que estavam lá dentro. O rapaz fechou os olhos e gritou, enquanto a terra tremeu mais algum tempo, e deixou de ouvir, de pensar e desentir. Apenas cerrou os dentes e pediu a Deus que acabasse depressa com aquilo.” (...)
“Não havia ninguém de pé, as pessoas estacam todas esmagadas pelas pedras ou pelas paredes que tinham caído em cima delas. Nascia um coro de gemidos, de sofrimentos, de moribundos, almas a sofrerem com os horrores daquela violência bruta com que a terra os presenteara.”“Quando Lisboa Tremeu” Domingos Amaral










Recuemos até 31 de Outubro de 1755, véspera do sismo que arrasou Lisboa. Deambulemos pelo emaranhado de ruas sujas e nauseabundas, de traça medieval, e depois continuemos a pé até à beira do Tejo. Entre o labirinto de casas e ruelas desordenadas, abre-se o Terreiro do Paço, praça ampla com uma fonte no meio: de um dos...
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