O sargento como exermplo moral

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O Sargento como Exemplo Moral
Major Kenneth R. Williams, Exército dos EUA
4ª Colocação na competição de escritores
DePuy

N

A GUERRA, A verdade é a primeira
baixa”, segundo o dramaturgo trágico
g rego Ésquilo (525-456 a.C.). Com
certeza, a guerra sujeita os soldados a forças
físicas, emocionais, espirituais e morais que
o s influenciam a violar suas identidades
morais pessoais eprofissionais. Tais violações
frequentemente têm efeitos significativos e de
longo alcance em detrimento a longo prazo do
Exército. O corpo de sargentos pode e deve ter uma
influência moral positiva sobre os soldados que
lidera. O Exército altamente desdobrável de hoje
precisa de sargentos que se considerem agentes
morais e exemplos morais. Na discussão seguinte,
tento delinear as razõesdessa necessidade e um
ideal do que um sargento como um “exemplo
moral” deve ocasionar.

Por que o Exército precisa de
Sargentos para Serem Exemplos
Morais?

A introdução do Manual de Campanha FM
6-22, Army Leadership (Liderança do Exército),
lista duas características do líder ideal do Exército
como “de elevado caráter moral” e “serve como
um modelo exemplar”.1 As perguntas levantadasnos ambientes operacionais atuais ao longo dos
últimos anos indicam a razão pela qual, agora,
a ênfase deve ser colocada no desenvolvimento
de sargentos como exemplos morais. O serviço
militar está cheio de problemas éticos que hoje
possuem consequências estratégicas além de suas
implicações morais normais. As oportunidades
para um colapso moral proliferam nos ambientes
complexos, e hárazões utilitárias críticas para
evitar tais fracassos. O colapso moral tem uma

O major Kenneth R. Williams é o capelão da 14ª Brigada de
Polícia do Exército, no Forte Leonard Wood, Missouri. Ele é
bacharel pela Ouachita Baptist University, mestre pela John

MILITARY REVIEW  Janeiro-Fevereiro 2010

Exército dos EUA, Cabo Aaron J. Herrera



Um graduado do Exército dos EUA conduz umaanálise
pós-ação durante um exercício de treinamento no Centro
Combinado de Treinamento de Aprestamento, no Forte Polk,
no Estado de Louisiana, 15 de julho de 2009.

influência de longo alcance não apenas sobre
o ambiente e os relacionamentos da unidade,
mas também sobre o sucesso da missão, o apoio
público das operações militares e as relações entre
as forças dos EUA e aquelas de outrasnações.2
A natureza da “guerra de três blocos” exige que
os sargentos, e os soldados que eles lideram,
sejam profundamente arraigados nos princípios
éticos que capacitam moralmente o desempenho
adaptável.3 Os soldados devem fazer a transição do
combate para o estabelecimento e a manutenção
da lei e da ordem, proporcionando assistência

Brown University e mestre pela Southwestern BaptistTheological Seminary. Ele desempenhou várias funções de Estado-Maior
no território continental dos EUA, Coreia e Timor Leste.

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Cortesia do autor.

humanitária, e se engajando na reconstrução de
nações, enquanto aplica não apenas as habilidades
técnicas necessárias, mas também os princípios
morais exigidos para tal transição.
O conflito prolongado sempre teve um efeito
adverso no juízo eno comportamento moral dos
combatentes.4 Os inimigos não tradicionais são
evasivos, e os conflitos muitas vezes podem
se agravar rapidamente. Os soldados sob tais
condições são frequentemente induzidos a ver
a população local como o inimigo. Por causa
da exposição prolongada aos estresses de tentar
discernir o inimigo, a disciplina em aderir às
proteções dos não combatentes pode diminuir.As proibições delineadas no FM 27-10, The Law
of Land Warfare (“A Lei de Guerra Terrestre”,
em tradução livre), e em regras de engajamento
t êm menos importância em tais condições.
A “ diversidade” extrema de uma população
não combatente nativa não pode ajudar, mas
influenciar um jovem impulsivo para o combate.5
Os métodos altamente letais e desproporcionais
podem se tornar mais...
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