O risco de cheia na ponte pedrinha

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 19 (4598 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 21 de novembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Índice



I - Introdução 2
II – Perigos e Riscos 3
1 – Noções básicas 3
2 – Tipologia do risco 7
2.1. Riscos Naturais 7
2.2. Riscos antrópicos 8
2.3. Riscos mistos 9
III – Risco hidro-climático 10
Exemplo da Coreia do Norte 11
Exemplo dos E.U.A 12
Exemplo de Moçambique 13
Cheias na Europa 14
Tendências das Cheias na Europa 14
Caso Português 16
IV -Legislação 17
1.Legislação de risco de cheia 17
2. Legislação da Protecção Civil 18
V – Caso de estudo 20
1.Localização Geográfica 20
2. Caracterização da área 21
VI - Conclusão 24
VII – Bibliografia 25

I - Introdução






O presente trabalho relativo à disciplina de Riscos Naturais e Ordenamento do Território, inserida no quarto ano da licenciatura de Geografia ePlaneamento, tem como tema: “Risco de cheia na Ponte Pedrinha”.
O estudo dos riscos naturais é de difícil e complexa análise atendendo ao elevado número de variáveis, naturais e antrópicas, que para ele contribuem, quer directa, quer indirectamente. (GONÇALVES, B.,2007)
Para este trabalho, restringimo-nos às características físicas da área em estudo e às condicionantes antrópicas quecontribuem para um aumento do risco.

II – Perigos e Riscos




1 – Noções básicas



O risco sempre existiu, desde a origem do Homem, ou seja, ao tomar consciência da existência, este ficou consciente dos riscos que corria.
A cindínica (ciência que estuda os riscos), teve origem na II Guerra Mundial, com a preocupação dos riscos que iria ter a Guerra a todos os níveis; em1975 fez-se o 1º estudo global de análise de riscos, com o estudo de segurança de um reactor nuclear; em 1989 a UNESCO e a Universidade Picardia patrocinam o encontro: “Riscos Naturais, Riscos Tecnológicos. Gestão de Riscos, gestão de crises.”; em 1992, um colóquio consagrado das ciências do Risco – “Cindynics 92”.
A evolução desta ciência revela um aumento de diversidade dos seus objectos deestudo, caracterizando-a por uma grande interdisciplinaridade e multidisciplinaridade, cabendo à Geografia um papel relevante de intervenção na ciência do Risco, de forma a analisar as possíveis consequências negativas para a sociedade, de actividades humanas ou das forças da natureza, passando a uma gestão do risco de modo a baixar o risco para quantidades aceitáveis uma vez que este existesempre.
As consequências de uma catástrofe dependem não só da natureza e magnitude como também das características do espaço onde ocorre. Ou seja, pode dizer-se que há territórios mais vulneráveis do que outros face aos perigos potenciais de origem natural ou humana. (BRUM FERREIRA, A., 1992)
As causas destes desastres naturais devem-se aos processos geodinâmicos internos ou externos. Osprocessos internos dizem respeito aos fenómenos de movimentação e evolução da crosta terrestre, como no caso dos sismos, terramotos, tsunamis e vulcanismo. Os processos externos relacionam-se com a atmosfera e com o papel importante da água nos movimentos de vertente, erosões, inundações, subsidência de terrenos. Contrariamente aos processos geodinâmicos internos, os externos podem sercontrolados pelo Homem, tendo as actividades antrópicas como factor condicionante e desencadeador dos fenómenos. (Gonzàles, 1998)
Desta forma, o Risco exprime as consequências da acção em danos materiais e pessoais sobre a população existente no local, podendo somente ser avaliado para um objecto ou sistema exposto ao perigo.
Este perigo verifica-se quando as actividades humanas se encontrampresentes na área de actuação de certos fenómenos, sendo condicionado pela susceptibilidade (forma como o local atingido reage à acção) do local aos processos, ou seja a vulnerabilidade ou grau de perda que pode ser provocado no local pela ocorrência de um fenómeno de certa magnitude.
Assim, a avaliação de um desastre natural é condicionada por uma visão antrópica, uma vez que esta tem em...
tracking img