O renascimento - de panofsky (resenha)

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  • Publicado : 8 de outubro de 2012
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A arte tem como papel ser uma imitação da realidade. Nos ateliês da Idade Média havia uma preocupação em representar a natureza de um modo mais “apropriado” como uma iluminação mais apropriada, entreoutras modificações ou retoques julgados necessários pelo artista.
Com o inicio do Renascimento vem essa “semelhança com a natureza” à uma arte “antiquada, puerilmente extraviada da realidade danatureza”. Leonardo da Vinci estabelece que “a pintura mais digna de elogio é a que apresenta maior semelhança com a coisa que quer pintar, e digo isso para refutar os pintores que querem corrigir ascoisas da natureza”. Outra ideia também aparece: a de um triunfo da arte sobre a natureza, graças à “imaginação”, cuja liberdade de criar pode modificar as variantes na natureza.
O Renascimentoexigiu de suas obras de arte simultaneamente fidelidade à natureza e beleza, sem perceber nisso a menor contradição; confrontando a obra com a realidade, seja para corrigi-la, seja para imitá-la. A“imitação” dos Mestres era de certo modo até mal vista, não pela falta de “ideia” do imitador (até porque esse conceito de ideia ainda não existia no universo da arte) mas pelo fato da natureza ser infinitamentemais rica que as obras dos pintores.
As concepções artísticas desse período vêm com o intuito de arrancar o objeto do mundo interior da representação subjetiva e o situam num “mundo exterior”;nesse momento se da a problemática dissociação de componentes da criação artística: problema das relações entre o eu e o mundo, a espontaneidade e a receptividade, o dado material e a atividade formal, oque podemos chamar de “problema sujeito-objeto”.
Ficino ora define a beleza de acordo com Plotino, como uma “semelhança evidente dos corpos com as Ideias” ou um “triunfo da razão divina sobre amatéria”, ora a caracteriza, aproximando-se do Neoplatonismo cristão, como um “raio emanado da face de Deus”, que penetra primeiro os anjos para iluminar em seguida a alma humana e finalmente o...
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