“O regresso dos professores” - antónio nóvoa

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Ficha de Leitura

Autor: António Nóvoa
Título: “O regresso dos Professores”
Editora e Data ME/DGRHE, Setembro de 2007 /Revista (volume, págs. tal a tal):

Palavras-chave: “É preciso dar passos concretos, apoiar iniciativas, construir redes, partilhar experiências, avaliar o que se fez e o que ficou por fazer. É preciso começar.”

Resumo (500 palavras):
Durante o decorrer dos anosevidenciaram-se certas inquietações em relação ao processo ensino-aprendizagem, desde gestão e organização escolar, objectivos para a engenharia do currículo até às dificuldades de aprendizagem. Actualmente é necessário reflectir e intervir, por um lado nas questões ligadas com a diversidade, redefinindo práticas de inclusão social e de integração escolar, e por outro incitar o uso das novastecnologias. Porém, os professores continuam a ser um elo necessário para a melhoria da aprendizagem, para responder aos desafios da diversidade e também para desenvolver métodos eficazes da utilização das novas tecnologias. Assim, assistimos ao papel insubstituível dos professores no séc. XXI.
Uma boa e má notícia:
Os professores partilham conceitos e linguagens, juízos e discursos. Coube às comunidadesde formação de professores e especialistas internacionais difundir conceitos como: aprendizagem ao longo da vida, professor reflexivo, trabalho colaborativo, apoio da investigação, supervisão e avaliação. Contribuíram assim para a renovação dos estudos sobre a profissão docente. Porém, deparamo-nos com uma contradição: o excesso de discurso leva a uma pobreza das práticas e desvalorização daspróprias competências, isto é, todos sabem e estão de acordo quanto ao que é necessário fazer, no entanto, há uma incapacidade de passar para a prática.
O que é necessário fazer?
1. Dar voz aos professores para a construção da sua profissão, partindo das suas reflexões e necessidades.
2. É urgente promover novos modelos de organização da profissão, que incitem a interacção e colegialidade,criando comunidades de partilha. Porém, também é necessário modificar a organização da escola e políticas públicas de forma a facilitar a reflexão, o trabalho colaborativo e a aproximação entre escolas e instituições universitárias.
3. Para que todo este processo se desenvolva e concretize é fulcral que haja um envolvimento activo dos professores. Para que se possa construir percursos significativosde aprendizagem é necessário que se compreenda a especificidade da profissão docente. Logo, descobrimos que a formação, aquisição de competências, o aumento de certificações contribuem para a construção da nossa identidade enquanto professores. Assim, é necessário realizar formações partindo das necessidades individuais de cada um. Para além disto, o ser humano é social por natureza e como tal, oprofessor deve assumir uma abertura de comunicação com a sociedade, conquistando prestígio e estatuto social.
“É preciso dar passos concretos, apoiar iniciativas, construir redes, partilhar experiências, avaliar o que se fez e o que ficou por fazer. É preciso começar.”

Mensagens centrais (colocar citações directas do texto com indicação da página):
“Os professores reaparecem, nesteinício de século XXI, como elementos insubstituíveis não só na promoção da aprendizagem, mas também no desenvolvimento de processos de integração que respondam aos desafios da diversidade e de métodos apropriados de utilização das novas tecnologias. (p. 2)
“É importante perceber um paradoxo que está na origem de contradições importantes na história da profissão docente: a inflação retóricasobre a missão dos professores implica dar-lhes uma maior visibilidade social, o que reforça o seu prestígio, mas provoca também controlos estatais e científicos mais apertados, conduzindo assim a uma desvalorização das suas competências próprias e da sua autonomia profissional.” (p. 4)
“… o excesso dos discursos esconde uma grande pobreza das práticas” (p. 4)
“Não conseguiremos...
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