O realismo político e a autonomia política em maquiavel

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UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ – UVA CENTRO DE FILOSOFIA, LETRAS E EDUCAÇÃO – CENFLE CURSO DE FILOSOFIA

AUTONOMIA POLÍTICA E REALISMO POLÍTICO EM MAQUIAVEL

LEONE AGAPITO LIMA

SOBRAL 2012

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AUTONOMIA POLÍTICA E REALISMO POLÍTICO EM MAQUIAVEL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Filosofia da Universidade Estadual Vale do Acaraú como um dos pré-requisitos para aobtenção do grau de Bacharel em Filosofia. Orientador: Prof. MSc. Renato Almeida de Oliveira

LEONE AGAPITO LIMA

SOBRAL 2012

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AUTONOMIA POLÍTICA E REALISMO POLÍTICO EM MAQUIAVEL
Leone Agapito Lima

Resumo Este artigo tem o objetivo de abordar duas questões que foram marcantes e também o grande diferencial na obra O Príncipe, de Nicolau Maquiavel: primeiro a autonomia da política e o segundo orealismo político. Estes dois aspéctos fizeram com que a política tomasse um rumo inteiramente novo. Maquiavel quebrou paradigmas e mostrou novos caminhos para a política de seu tempo e também para os tempos futuros. Os conselhos que Maquiavel escreveu foram “fruto” da sua vivência no mundo da política. Propôs que a política fosse tratada de forma autônoma, que o príncipe não se prendesse às questõeséticas tradicionais, morais ou religiosas, mas que fizesse a política pela política. Palavras- chave: Realismo Político. Autonomia da Política. Maquiavel.

Introdução Maquiavel discutia das questões do dia a adia da política com muita praticidade. Tendo passado muitos anos servindo ao Estado, adquiriu experiência o suficiente para conhecer o meio político e ter propriedade sobre o assunto. A teoriapolítica de Maquiavel foi sendo formada aos poucos, nas missões que ele desempenhou como segundo chanceler quando por muitas vezes foi enviado em missão à França, à Suíça, à Alemanha, dentre outros e também na própria Itália, onde por questões do seu oficio estabelecia diálogos com personalidades importantes. Mesmo ele não tendo desempenhado funções que lhe conferisse autoridade, poder de decisão,pelo fato de ele ser apenas um funcionário, ele era: Encarregado de obter informações, de interpretar - com a argúcia e a experiência que todos lhe reconhecem, inclusive e principalmente o seu chefe, o gonfaloneiro Piero Soderini – as coisas que vê e ouve e lhe mostram e dizem nas cortes dos eventuais aliados ou inimigos virtuais de Florença. Não é bem um diplomata e não é bem um espião: é umdecantador de informações e um tradutor de pensamentos, misteres espinhosos em tempos em que se vendem informações forjadas e é preciso traduzir um “sim” por um “não” e um “talvez” por um “decerto”. (MAQUIAVEL, S/d, p. 15) Foi em meio a estas tarefas que ele tinha a oportunidade de ver como funcionavam as mais diversas formas de governo. Ele pôde analisar as causas de sucessos e fracassos de

4vários príncipes. Viu o que possivelmente causaria inveja, desejo de vingança ou traição, viu muitas atitudes que causavam a derrota ou a vitória de vários governos. O secretario teve a oportunidade de acompanhar o desenrolar de muitos acordos, de muitas negociações, conseguiu detectar o ponto fraco de muitos príncipes, os erros que nunca deveriam ter sido cometidos, as prioridades que um príncipedeveria ter para salvaguardar o Estado. Segundo Maquiavel, uma das prioridades do príncipe é ter um exército nacional para se defender dos inimigos e ter a perspicácia de considerar inimigos os que podem esperar tomar o Estado do príncipe desarmando. A partir de suas experiências pessoais traçou novas metas para que o príncipe pudesse se guiar. Maquiavel Vive, assim, trinta e três anos de clima deguerra e de intrigas diplomáticas, conhecendo de perto os horrores e as perfídias das campanhas e das manobras de seus bastidores. Seu pensamento, pois tinha de ser político e realístico. (MAQUIAVEL, S/d, p.11) Ele fez questão de escrever a partir de suas experiências, porque são conselhos que tem como base a realidade, a verdade dos fatos, as questões concretas. No capítulo XV, Maquiavel...
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