O quinze

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  • Publicado : 22 de novembro de 2012
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Escola Estadual Maurício Murgel





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Autora: Rachel de Queiroz

















Belo Horizonte

2012

A obra literária possui semelhanças com o Movimento Literário da época: O Modernismo, mas que ainda contém influencia do romance Realista/Naturalista. OLivro se concentra na sociedade brasileira do século XX, mostrando a realidade do Nordeste Brasileiro daquela época.
O título do livro evoca a terrível seca do Ceará de 1915. O Quinze é um romance regionalista de temática social. Não passa uma total separação entre ricos e pobres, a fusão entre as duas classes acontece através de Conceição que pertence aos dois mundos. Não apontando ‘ bons pobres’ e‘ maus ricos’, nem inocentes ou culpados.
O Quinze apresenta muitas características de acordo com a escola literária. E dentre elas estão:

• O Interesse pela realidade brasileira

‘’ Do que tenho pena é do vaqueiro dela... Pobre do Chico Bento, ter de ganhar o mundo num tempo desses, com tanta família!
- Ela já está fazendo a trouxa. Diz que vai para o Ceará e de lá embora pro norte... ‘’• A busca de um a linguagem mais simples e coloquial

‘’ Ô sorte, meu Deus! Comer cinza até cair morto de fome’’

‘’ Limpa- Trilho! Josias! Pra dentro, seus sem vergonha! ‘’

• Revisão Crítica de nosso passado histórico- cultural

O livro é lançado em 1930, porém aborda a seca de 1915. Portanto, a autora volta ao passado do Brasil quinze anos para escrever a obra.

• Temas extraídos docotidiano

‘’ Chegou uma cunha com o café. E a conversa continuou a correr animada, enquanto a velha, que mandara trazer a almofada para o alpendre, trabalhava, trocando os bilros com ruído’’.

Quando o livro O Quinze foi escrito o Brasil passou por várias transformações que apontavam para uma modernização da vida política, social e cultural do país. Politicamente, vivia-se o período deestabilização do regime republicano e a chamada ‘’ política do café com leite’’. Com um enredo dramático, mostra a realidade do Nordeste que se dá em dois planos: Um fala do Chico Bento e sua família, o outro a relação afetiva de Vicente; proprietário de gado e Conceição, sua prima culta e professora.
O livro é um romance narrado na terceira pessoa. O narrador é onisciente Estando fora da história. Onarrador vai penetrando na intimidade dos personagens e sabe tudo sobre eles, por dentro e por fora. Conhece os desejos e adivinha seus pensamentos. 
O discurso é livre indireto. O narrador funde-se ao personagem, dando a impressão de que os dois falam juntos. Isto faz com que o narrador penetre na vida do personagem, no seu íntimo, adivinhando-lhe os anseios e dúvidas. 

‘’ O Josias, que era o quemais se lastimava e mais tossia, correu para o pai, tomou-lhe a vasilha da mão e colando às bordas a boca sôfrega, em sorvos lentos, deliciados, sugou a água tão esperada; mas os outros, avançando, arrebataram-lhe a cabaça. ’’

O tempo é cronológico, com seqüência quase linear. Tirando pequenas partes, onde a autora volta raramente ao passado com a personagem Conceição.
O espaço vivenciadopelos personagens é no Ceará. Especificamente, a região de Quixadá, onde se situam as fazendas de Dona Inácia (avó de Conceição), do Major (pai de Vicente) e de Dona Maroca (patroa de Chico Bento). 
Há também, em menor escala, o cenário urbano, destacando a capital, Fortaleza, para onde migram os retirantes e onde mora Conceição.

‘’ Os três dias de caminhada iam humanizando Mocinha. ’’

‘’ Umano... Dois anos... Três anos...
A banda de música atacou os derradeiros compassos do dobrado. ’’

Os personagens da obra são: Conceição: é forte de espírito, culta, humana e com idéias um tanto avançadas sobre a condição feminina. O único homem que lhe despertou desejos é o primo Vicente. Conceição tem uma admiração antiga e especial pelo rapaz, talvez porque ele é real, sem as falsidades...
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