O quintal dos eua

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Na Bolívia e na Colômbia, os norte-americanos
entraram com a desculpa de combater
a droga. E no Chile, quem mandou derrubar
o governo de Salvador Allende?


Não resta dúvida de que a América Latina é o quintal dos EUA, ou melhor, o fundo de quintal. Abrams Eliot, um dos responsáveis pela política norte-americana na América Central, ex-subsecretáriopara a
América Latina entre 1985 e 1989,
afirmou: “Com o fim da guerra fria, os EUA devem prestar maior atenção ao hemisfério em que vivem,
porque a URSS já não está mais interessada em incentivar atividades subversivas na América Central, o que reduz, ou, na realidade, quase elimina a ameaça à segurança do nosso País.”
Noutras palavras: o fundo do nosso quintal não está mais ameaçado e istosignifica segurança para a nossa casa.
Mas o leitor não acredita muito nisso porque o general Collin Powell, quando depois da Vitória no Iraque, esteve no México, numa semana antes do “Acordo México- EUA”, disse claramente que “os EUA continuarão suas intervenções militares, claro, pois os EUA não titubearão em prosseguir com suas intervenções militares todas as vezes que julgaremnecessário”.
Era um aviso ao México e à América Latina inteira.
Existem entre a América do Norte, do Centro e do Sul, dois organismos que são prova do desprezo
dos EUA pela América Latina e da falta de confiança dos latino- americanos nos EUA.
A carta da Organização dos Estados Americanos (OEA) foi assinada em 30 de abril de 1948, na IX Conferência Internacional Americana realizada em Bogotá.
A OEAé um organismo regional e faz parte da ONU e tem por finalidade promover a cooperação
política econômica, social, jurídica entre as nações americanas, tudo em conformidade com o Tiar, ou seja, o Tratado Internacionalde Assistência Recíproca, assinado no Rio de Janeiro de Setembro de 1947.
O estatuto da OEA é muitocomplexo e abrange numerosíssimos aspectos da vida social, econômica, militar,cultural, médica etc. dos países americanos.
Existem, entre outras dezenas, a comissão inter-americana para as crianças; a comissão inter americana para as mulheres; para os índios; para os direitos humanos (o que na época dos governos militares não passou de uma piada);
etc.
Apesar da existência da OEA e do Tiar, os EUA, sem mais nem menos, invadiram com suas tropas
a repúblicaDominicana, em 1965; Granada, em 1983; o Panamá, em 1989. A desculpa da invasão
do Panamá foi realmente absurda: “O presidente Bush justificou a medida militar declarando que a conduta do presidente Noriega era temerária e ele criou um perigo iminente para os 35 mil cidadãos
americanos que vivemno Panamá”. Militares norte-americanos também fixaram-se na Colômbia, a pretexto de dar combate às drogas.Pior: coisa que só os EUA fizeram no mundo: exigir que cidadãos colombianos ou panamenhos sejam extraditados para serem julgados nas cortes norteamericanas um absurdo que por si só diz o tamanho do desprezo para com os judiciários colombianos e panamenhos.
Mas também o hondurenho Juan Ramon M. Ballestreros foi capturado e levado para os EUA, onde foi sentenciado à prisão perpétua em LosAngeles. Também o pequeno El Salvador saboreou o “big stick”, quando Bush despachou para lá a Força Delta, no dia 21/12/89.
E a Nicarágua? Uma terrível história de repressões onde se juntaram as forças militares norte-
americanas e as “forças espirituais” do Vaticano para combater aqueles que finalmente haviamse
libertado de Somoza, o amigo dos EUA.
A América Latina sempre foi o quintal dos EUA,desde o dia em que o presidente americano James
Polk conquistou (isto é: roubou) do México o Texas e a Califórnia...e Cuba? “O presidente Bush, como os que o antecederam, não quer Cuba reformada; mas quer Cuba derrotada” (Jor -nal do Brasil; 4/3/90)
Por isso, mandou aumentar substancialmente o contingente americano na base de Guatânamo: embarcações dos EUA navegam sempre mais perto das...
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