O que vemos, sentimos, acreditamos e vivemos

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  • Publicado : 12 de outubro de 2011
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O QUE VEMOS, SENTIMOS, ACREDITAMOS E VIVEMOS.*
*Por Jossan Batistute


Facilmente nos deparamos com pessoas desestimuladas, desinteressadas, desiludidas, depressivas, enfim, pessoas tristes em grande parte do tempo. Quando estão em fases ruins, elas vêem o mundo de uma forma drástica, péssima. Nestes momentos nada é bom ou vale a pena. Não há palavras amigas que as façam mudar as atitudesdo momento “fossa”. É uma depressão profunda, uma cegueira total – inclusive mental – é um não ver, um não sentir como de habitual. É quase que literalmente o fim do mundo. Tudo e todos conspiram contra ou em nada ajudam. Resumindo: tudo dá errado.

Alguns pensadores e filósofos afirmam que a mudança do mundo depende de nossa mudança interna. Sem esta, aquela não é possível. Assim, em nadaadiantaria livros, teses, comentários, elogios, etc, serem feitos se estes não forem absorvidos pelo nosso eu interior, pela nossa personalidade, pela nossa consciência. Por mais esforçados e persistentes que possamos ser, se alguém não interiorizar os ensinamentos, aprendizados e experiências vividas, jamais ela mudará sua vida. Continuará acreditando e vivendo o de sempre, quiçá felicidade outristeza, angústia ou tranqüilidade, medo ou liberdade. Então, a mudança do mundo ao redor passa primeiro pelas nossas próprias mudanças, pela aceitação de que podemos mudar, de que tudo pode ser diferente. A responsabilidade pelo que ocorre ao nosso redor é nossa. A sociedade acontece antes de tudo dentro de nós. Nós podemos acreditar em tudo que quisermos. Não há falas que possam mudar nossa idéiaquando elas vão de encontro ao pensamento que insistimos em acreditar. Por mais verdadeiras que sejam estas palavras direcionadas a nós, se não quisermos pensar que isso profere, nos fecharemos e acreditaremos em outra coisa, menos nas verdades a nós emitidas.

Einstein se refere à vida dizendo que tudo que ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos. O mesmo se dá no ditopopular que quem planta colhe o que plantou – ou quaisquer outras palavras no mesmo sentido. Desta forma, quando plantamos amor, colhemos amor; ódio, temos ódio; justiça, colhemos justiça; tumulto, colhemos tumulto; paz, temos paz. Para o cientista acima, a vida funciona como um reflexo de todas as nossas atitudes, gestos e ações. Assim, a vida será o que construirmos diariamente, será de acordo comas ações que antecipadamente realizarmos. Mais uma vez depende apenas de nós o bem-estar nosso e geral. Cabe a nós escolhermos o que queremos como retribuição em nossas vidas.
Nossos sentidos nos dão informações de como o mundo está, porém, é através de nossas sensações e percepções que nós o compreendemos. O mundo isolado de nós está de uma determinada maneira num único tempo e lugar. É como se oregistrássemos numa foto. Quando nós o enxergamos, tocamos, ouvimos, provamos, nós damos a ele adjetivos e características boas ou ruins. Somos nós que enxergamos esta foto, que vemos nela luminosidade ou escuridão, brilho ou opacidade, recheada de cores ou apenas em preto e branco, beleza ou tristeza. Abstratamente e isoladamente o mundo é o mesmo para todos. Entretanto, ele se diferencia quandonós o interiorizamos, através das interpretações que fazemos a cada mínima fração de tempo. Desta forma, nós pegamos as informações estáticas do mundo, as interpretamos, as sentimos, e, depois, as vivemos. Após essa fase, nós oferecemos esses atos à vida, e como afirma Einstein, ela o mesmo nos retribui.
Toda reação expressada – salvo os reflexos sensoriais imediatos – vai dependerprincipalmente de como estamos internamente. Para duas pessoas uma mesma imagem pode representar para cada qual algo bom ou ruim. Um mesmo dia pode estar maravilhoso e fascinante para uns e horrível para outros. Mais que isso ainda é possível. Um mesmo ato pode ser esplêndido para alguém e péssimo para essa mesma pessoa instantes depois. Neste último exemplo os fatos permanecem iguais, apenas muda a...
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