O psicologo nas organizações de trabalho por jose carlos zanelli

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PSICANÁLISE E UMBANDA
Afinal, onde está a “verdade”?
Autores: Selmo e Bruno (alunos)
Orientador: PROFESSOR PEDRO PACHECO
Psicologia
URI - Santiago – RS, 11 de dezembro de 2009
E-mail/MSN: psicouri@yahoo.com.br Fone: (55) 3251-3151
Trabalho de conclusão do Estágio Básico I - 4⁰ semestre 2009

RESUMO
O presente trabalho trata sobre estudos de fenômenos religiosos.Procuramos descobrir as causas de sua relativa ausência de diálogo com a ciência e o seu significado social, bem como proporcionar uma aproximação entre o meio acadêmico e as práticas religiosas. Utili-zamo-nos da filosofia como espécie de mediadora entre a complicada relação entre ciência e religião, para isto, selecionamos teorias fi-losóficas consideradas por nós mais adequadas em relação à questão.Devida à alta complexidade da temática religiosa como um todo, para viabilizar nossa tarefa focalizamos uma religião para observação: a umbanda.
Visitamos centros de Umbanda no município de Santiago, RS, no período de setembro a novembro de 2009. O foco das atenções vol-tou-se para o ambiente, o ritual propriamente dito, as pessoas pre-sentes e as produções resultantes desses trabalhos. Apartir das ob-servações, partiu-se para uma reflexão sobre como trabalham os médiuns de umbanda e como trabalham os psicanalistas.
Finalmente tentamos elucidar os efeitos causados nas pessoas pela influência dos trabalhos de umbanda, comparando com os resulta-dos produzidos na utilização das técnicas psicanalíticas. Nossa liber-dade de entrar, sair e poder retornar à vontade nos diferentes camposdo saber, nos instigou a busca para a resposta à pergunta: Afinal, onde está a verdade?
Palavras chaves: CIÊNCIA, RELIGIÃO, DEUS, FÉ, VERDADE, UM-BANDA, PSICANÁLISE.

INTRODUÇÃO
A religião surgiu na história do homem muito antes que a ciência. Em qualquer época, em qualquer lugar ela ocupou lugar preponde-rante na vida de nossos antepassados e isso continua ocorrendo nos dias de hoje. Oslíderes religiosos aprenderam a técnica de se legiti-maram como representantes de forças superiores e por meio desse poder se tornaram orientadores dos demais, passando a subjetivá-los e dominá-los. Pesquisas comprovam altíssimo percentual de pessoas, no mundo inteiro, que acreditam em deus e em uma vida além da morte. Estes dados mostram a importância deste tema para as ciências psicológicas.Religião e ciência se colocaram em campos opostos na cultura oci-dental em face da adoção, pela nossa cultura de um pensamento li-near com fundamento em uma filosofia empirista de base positivista estimuladora de conflitos entre esses campos.
João Paulo II afirmou que religião sem ciência não é uma boa religião, bem como ciência sem religião não é uma boa ciência. Em conformidade com o sumo pontífice aOrganização Mundial de Saúde em 1998 acrescentou a dimensão de bem-estar espiritual ao conceito multidisciplinar de saúde que se limitava ao tradicional biopsicossocial.
Navegando na internet encontramos inúmeros trabalhos de cunho científico que procuram provar que a religiosidade e o bem-estar exis-tencial são fatores importantes para os indivíduos terem uma melhor saúde física e mental.Segundo Angerami (2008), várias pesquisas mostraram que as pessoas que praticam uma religião apresentam melhores condições de saúde e os maiores ganhos são de fundo psi-cológico.
Desta forma os fenômenos religiosos passam a ser objetos de estudo e tiveram suas ocorrências ocupadas e explicadas à luz do olhar científico. Ao se debruçarem sobre as manifestações místicas e religi-osas os acadêmicos vãoao encontro daquilo que sempre existiu de forma representativa no seio da sociedade, mas que não lhe era con-ferido o devido valor dimensional nas lides acadêmicas. Uma tentati-va deste trabalho é trazer a este seminário algo que permita uma aproximação e que contemple tais ocorrências sob um olhar que faça o enfeixamento das questões de religiosidade com propostas de investigação científica....
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