O programa saúde da família

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  • Publicado : 21 de setembro de 2011
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O Programa Saúde da Família (PSF) tem se tornado, nos últimos anos, o principal programa responsável pela reorganização dos serviços de saúde na atenção básica que tem como estratégia a reformulação do processo de trabalho inserido no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) e centrado na vigilância à saúde por meio de ações de promoção, prevenção e recuperação (SOUZA et al, 2001).Comentam estes mesmos autores que o PSF tem como base, a nova concepção sobre o processo saúde-doença, com atenção voltada para a família e com ações organizadas em um território definido, deste modo concluem que o programa tornou-se o carro-chefe do modelo assistencial do SUS e foi concebido pelo Ministério da Saúde como uma alternativa de promover a reformulação das ações em saúde,considerando que o modelo tradicional de assistência impôs um descompasso entre os princípios do SUS e a realidade concreta de implantação do sistema de saúde.
Nessa ótica, entendemos a saúde bucal como integrante desse processo, e a sua incorporação ao PSF segundo Souza; Roncalli (2007)

Veio como possibilidade de romper com os modelos assistenciais em saúde bucalexcludentes, que são baseados no curativismo, tecnicismo e biologicismo. Isso porque o PSF, de certa forma, tenta romper com a lógica programática desses modelos, visto que não só articula as propostas da vigilância à saúde baseando-se na integralidade, mas também possui como um de seus princípios a busca ativa de famílias, as quais são consideradas como núcleo social primário.Revelam estes mesmos autores que a incorporação oficial do dentista na equipe de saúde da família aconteceu somente em 2000 dentro de um contexto político, econômico e social favorável, uma vez que o Ministério da Saúde estabeleceu, por meio da Portaria nº1.444, o que resultou em um grande impulso de sua expansão pelo Brasil (BRASIL, 2000).
Segundo Calado (2002, apud SOUZA;RONCALLI,2007), antes da inclusão oficial da saúde bucal no PSF, havia relatos de 76 experiências de incorporação do cirurgião-dentista nas equipes de saúde da família no país, mas, o que se viu é que, no intervali de apenas dois anos após a divulgação da Portaria de incentivos, em fevereiro de 2002, o número de municípios com equipe de saúde bucal aumentou substancialmente para 1.526 em todo o Brasil.Nessa ótica, percebe-se claramente que o aumento do incentivo financeiro, concedido pelo Ministério da Saúde, para a saúde bucal no PSF nesses últimos anos é reflexo da sua relevância no novo momento político do Brasil. Dados do Ministério da Saúde revelam que, de dezembro de 2002 até dezembro de 2005 foram implantadas 8.341 novas equipes de Saúde Bucal (ESB) na Estratégia da Saúde daFamília, chegando a um total de 12.602 ESB (um aumento de mais de 195% no número de equipes) atuando em 3.896 municípios. Conclui o documento que houve neste período um acréscimo na cobertura populacional das ESB de mais de 33 milhões de pessoas, totalizando mais de 59 milhões de pessoas cobertas por estas equipes. Para alcançar esta evolução no número de ESB , os valores dos incentivos federaisforam reajustados em aproximadamente 65% .A meta para este ano é alcançar um total de 13 mil ESB atuando no país ( www.saude.gov.br/bralissrridente, 2008).
A atual Política Nacional de Saúde Bucal tem como um de seus pressupostos, do ponto de vista assistencial, a operacionalização da oferta de serviços na atenção básica através do PSF. Ainda com relação à assistência, a políticaincentiva o aumento da oferta de procedimentos nos níveis secundário e terciários da atenção com a implantação de Centros de Especialidades Odontológicas, que são unidades de referencia para as equipes de saúde bucal (http://www.portal. saude.gov.br).
Assim, a inclusão de equipes multiprofissionais no processo de assistência ou do cuidado possibilita organizar o trabalho com...
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