O professor-mediador e a video-tecnologia na educação

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O professor-mediador e a video-tecnologia na educação


Jocyelma Santana dos Santos Martins de Oliveira[1]



Resumo:
Este estudo discute o uso do vídeo na sala de aula e a atuação do professor como mediador do conhecimento. Velhos modelos de educação baseados/centralizados na figura do professor, correm o risco de desvalorizar o conhecimento trazido pelo aluno. No aspecto da inovação eda quebra dos modelos verticais de ensino, a video-educação pode se transformar num valioso instrumento pedagógico, se o professor assumir a postura de auxiliar o aluno a apreender o conhecimento.


Palavras-chave: Professor – vídeo-educação - mediação


Introdução


A tecnologia está presente na sala de aula desde os seus primeiros modelos formais. Um exemplo: o quadro-negro. Por maisnormal que ele pareça nos nossos dias (hoje, para muitos até ultrapassado), já foi considerado, no passado, como uma nova tecnologia. Possivelmente encontrou resistência, mas depois foi absorvido pelo cotidiano escolar. Talvez, de igual forma, as “atuais” novas tecnologias passem a ser vistas de modo tal a favorecer o processo de aprendizagem. Desde que, na opinião de vários autores (MASETTO, 2000;MORAN, 2000), o professor se insira como mediador[2] da aprendizagem, usando de forma pedagógica os instrumentos tecnológicos disponíveis no sistema educacional.
O uso da tecnologia na educação levanta, em especial para este estudo, duas questões: como o professor pode/deve se posicionar frente às interferências destes meios na sua relação com o aluno e com o conhecimento? A educação, mediadapor aparatos tecnológicos, se transforma ou depende de quem está inter-relacionado neste processo? São discussões que pretendemos apresentar ao longo desta análise.



Por onde começar?



O professor se vê rodeado, na sala de aula e fora dela, de novos equipamentos tecnológicos que carregam em si linguagens diferenciadas - diversas daquelas que ele está acostumado a utilizar, como aescrita e a oral . Para Orozco (1998), a multiplicidade de linguagens (advindas das mídias) é mais um dos vários desafios impostos à escola dentro da rearticulação da ordem social e do intercâmbio social,

Um é a alfabetização múltipla, pois a linguagem escrita já não basta com a proliferação de tecnologias, de linguagens e de expressões. Isso implica alfabetizar os estudantes paraque sejam capazes de elaborar suas próprias comunicações, com suas distintas linguagens, com distintas lógicas de articulação (ibidem 83). Às vezes a escola nem sequer consegue ensinar no sentido tradicional da linguagem escrita e agora tem o desafio de alfabetizar com muitas outras linguagens.(ibidem 84)


Para o professor se descortina uma nova realidade: a de se inserir nesta educaçãotecnologizada como ser ativo e participante do processo de aprendizagem. Segundo Pretto ( 1999, p. 115), o professor assume a


Função de comunicador, de articulador das diversas histórias, das diversas fontes de informação. Articulador de um processo educativo que, como sugere Berger ao analisar a presença da informática na sociedade, combine a inteligência mental e ainteligência sensível com a imaginação criadora.




Na perspectiva da vídeo-educação[3], uma das posturas assumidas pelo professor deve ser a de facilitador do conhecimento. Alguém que pode contribuir para que o conhecimento seja re-analisado, re-interpretado, ressignificado e compreendido pelo aluno a partir das suas próprias referências culturais. Segundo Ferrés (1998, p.34), o trabalho doprofessor começa onde acabam os meios. Mas há que levar em consideração a proposta de Barbero e Orozco, para eles a recepção é um lugar, isto é, não tem um momento próprio, uma vez que ocorre antes, no momento e se prolonga após o contato com o meio e a mensagem. Assim, não acabam os meios... a mediação está sempre em ação, antes durante e após.
Aprender a expressar-se na linguagem...
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