O processo

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Kafka, Franz. O PROCESSO, Editora Martin Claret, Texto Integral, 2003. 255 p.

A narrativa desse livro apresenta ao leitor uma mistura de realidade fantasia, tendo como personagem principal o bancário Josef K., funcionário exemplar de um famoso banco, onde ocupava um cargo de grande responsabilidade, e que, no dia em que completava 30 anos, foi detido em seu quarto, perseguido por longo tempo,além de enfrentar um excêntrico processo sem saber o real motivo, que segue assombroso até seu tráfico final.


Vamos à história:


Capítulo I
A Detenção. Conversa com a senhora Grubach; depois com a senhorita Bürstner

Ao levantar-se na manhã em que completava 30 anos, Josef K. estranhou a ausência da cozinheira da senhora Frau Grubach, sua hospedeira, que, todos os dias, às oito horas,lhe trazia o desjejum, e não se apresentou no quarto naquela manhã, fato esse que jamais tinha acontecido. Repentinamente bateram em sua porta e ali adentrou um homem, ao qual jamais vira. Daí começa o verdadeiro pesadelo na vida de Josef K., pois a sequência da narrativa é inteiramente desorientada e absorvida por um clima de surpresas infindáveis e surreais. Ao ser informado que contra ele haviaum processo judicial, pensou tratar-se de uma brincadeira de seus colegas do banco, já que não acreditava no que estava acontecendo. Pediu esclarecimentos aos guardas que ali estavam e em seguida ao rude inspetor que lá chegara, porém, inutilmente. Foi levado pelos dois guardas ao quarto da senhorita Bürstner, onde já se encontrava o inspetor e mais três jovens, momento em que foi informadoacerca de sua detenção e que o processo já estava tramitando, negando-se o inspetor a responder-lhe sob que acusação estava sendo processado, sendo informado, ainda, que os três rapazes que ali estavam eram funcionários do banco onde ele trabalhava. Foi liberado para ir para seu trabalho e assim o fez, passando o dia há se questionar quais eram os motivos do acontecido. Ao final do expediente voltoupara casa à procura da senhorita Bürstner, conversaram sobre o acontecido e ao final da conversa, K. beijou-a ardentemente e depois foi para o quarto e dormiu.

Capítulo II
Primeira vista da causa

Por telefone, K. fora informado de que no domingo seguinte se realizaria um pequeno inquérito com relação ao assunto. Também o informaram que tais interrogatórios se realizariam com regularidade,senão porventura todas as semanas, mas com freqüência. Aconteceriam aos domingos para que não atrapalhar seu trabalho. Assim, no domingo, K. sai para ir ao local informado, e após alguma dificuldade em encontrá-lo, bate de porta em porta perguntando se ali morava um tal carpinteiro chamado Lanz, até que ser informado por uma senhora onde se achava Lanz, que o guiou até o local do interrogatório, umapequena sala onde se encontrava uma pequena uma platéia nas laterais, atrás estavam anciões e a frente o juiz de instrução. Durante as perguntas, o juiz demonstrava insegurança, razão pela qual K. questionou-lhe a legalidade do processo, seus motivos e de onde surgiria tal justiça. Tais questionamentos fizeram com que K. perdesse a simpatia do juiz de instrução, o qual lhe ele havia frustrado avantagem que um interrogatório sempre representa para o detido. K. pôs a rir e sem deixar de olhar para a porta exclamou: “- Velhacos! – Presenteei-lhes com todos os seus interrogatórios. Em seguida, abriu a porta e desceu apressadamente, trilhando seu caminho.


Capítulo III
Na sala de sessões vazia. O estudante. As secretárias

Durante toda a semana seguinte, K. esperou uma nova citação,pois não podia acreditar que tivesse sido aceita sua decisão de renunciar aos interrogatórios. Como a espera foi em vão, supôs que estava tacitamente citado a comparecer de novo, na mesma casa e à mesma hora. Então, no domingo, K. dirigiu-se ao local, onde encontrou apenas aquela senhora que o havia guiado no domingo passado e que logo lhe disse: “- Hoje não é dia de sessões”. Sobre a mesa que...
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