O processo de crise e independência da américa espanhola e da amércia portuguesa

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  • Publicado : 5 de maio de 2011
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O Processo De Crise E Independência Da América Espanhola E Da Amércia Portuguesa

  A partir do século XVIII a Espanha passou por um intenso processo de mudança (crise) que determinou sua história como potência colonial.
      Neste período, Espanha e Portugal – até então as grandes potências da Europa – vinham perdendo seus espaços para França e Inglaterra. A mineração nas colônias espanholasestava em declínio. O esgotamento das principais jazidas no México e Peru ocorria desde o século XVII, privando a Espanha de sua principal fonte de riquezas, e grande parte dos metais preciosos extraídos não se acumulavam na metrópole devido às várias guerras nas quais a Espanha se envolvera e começava a surgir uma predominância inglesa nas relações comerciais; além disso, a Inglaterra venceu naGuerra de Sucessão Espanhola, impondo o tratado de Utrechet, que determinou a ascensão dos Bourbons ao poder espanhol, abdicando dos direitos que possuíam na França.
      Diante do processo de crise pelo qual a Espanha passava, empreendeu-se uma tentativa de superá-la em suas potências coloniais, que passavam por um grande desenvolvimento econômico e social, o que provocou uma ruptura, uma vezque não havia compatibilidade de interesses políticos, econômicos e ideológicos entre os colonizadores e os colonos.
      Esta tentativa tomou forma no que se convencionou chamar de Reforma Bourbônica; medidas político-administrativas que visavam à centralização do poder nas mãos da metrópole, estabelecer uma força militar efetiva e permanente, e modernizar o sistema de arrecadação fiscal. Atéentão a administração colonial espanhola era composta pelos vice-reinados, corregedorias e, acima deles, o Conselho das Índias, que ficava na Espanha, o que burocratizava muito as tomadas de decisão. A partir da Reforma, foi criada a Intendência, ocupada por um funcionário escolhido pela Coroa para executar suas ordens, ficando acima dos vice-reis.
      Pelo Tratado de Utrecht (1713), a Espanhacedeu aos ingleses o direito de enviar uma determinada quantidade de mercadorias, anualmente, aos portos coloniais, além do cobiçado direito de asiento (monopólio da venda de licenças para o tráfico de escravos africanos nas colônias).
      Apesar de tudo, os Bourbons assumiram uma política de recuperação nacional, visando, em primei¬ro lugar, à modernização econômica do país e, em segundo lugar.à restauração dos vínculos monopolistas com a América. 
      foram criadas companhias de comércio para monopolizarem certos produtos coloniais —Barcelona, Zaragoza e Guipuzcoa —, e suprimiu-se o sistema de “exclusivo” montado pelo Habsburgo: o regime de porto único extinguiu-se em 1778, sendo autorizados 13 portos espanhóis para o comércio colonial, e o regime de frotas e galeões terminou abolidoem 1798.
      O período bourbônico não significou a instauração do “livre comércio” com a América, mas tão-somente uma ampliação do “exclusivo”, e sua remodelação institucional, visando justamente ao reforço dos vínculos coloniais. Medidas “modernizantes” no plano interno e uma política “recolonizadora” nos negócios americanos, ete foi o sentido das reformas bourbônicas do século XVIII.
     Deste modo, muitos dos circuitos intercoloniais pro¬movidos no século XVII e inícios de XVIII passaram ao controle da metrópole, particularmente os que envolviam metais preciosos e produtos tropicais. A política de “diversificação econômica” adotada pelos Bourbons — à qual muitos atribuem a difusão do cacau na Venezuela, do açúcar em Cuba, e do tabaco em Nova Granada —, não passou, em muitoscasos, de uma reorientação das exportações coloniais em favor da metrópole.
      Na conjuntura do século XVIII, sobretudo após 1750, a América caiu novamente sob o controle político e comercial da Espanha, do qual só sairia com a crise da independência.
      Tais medidas provocaram uma onda de Revoltas e sedições que culminaria na fragmentação territorial das colônias espanholas e no surgimentos...
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