O principe

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FACULDADE DO VALE DO JAGUARIBE-FVJ
CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO

VALDEÍLO VIANA DOS SANTOS









O PRÍNCIPE
















ARACATI - CE
2013
VALDEÍLO VIANA DOS SANTOS














O PRÍNCIPE

Trabalho apresentado ao Curso de Graduação em Direito da Faculdade do Vale do Jaguaribe, Aracati – CE, como requisitoparcial para a obtenção de nota.





































ARACATI - CE
2013





Obra clássica da literatura mundial, O Príncipe, livro publicado em 1513, por Nicolau Maquiavel (1469-1527), adequa-se a qualquer época da história humana. O autor defende a centralização do poder político, apresentando uma visão realista de como o serhumano manipula o poder. Uma obra revolucionária em sua época, é, até hoje, leitura obrigatória para aqueles que pretendem avançar no conhecimento das Ciências Políticas.
A obra é dividida em 26 capítulos, que podem ser agregados em cinco partes: Capítulo I a XI: análise dos diversos grupos de principados e meios de obtenção e manutenção destes; Capítulo XII a XIV: discussão da análisemilitar do Estado; Capítulo XV a XIX: estimativas sobre a conduta de um Príncipe; Capítulo XX a XXIII: conselhos de especial interesse ao Príncipe; Capítulo XXIV a XXVI: reflexão sobre a conjuntura da Itália à sua época.
Ao escrever O Príncipe, Maquiavel desejava guiar os governantes, alertando-os sobre as armadilhas da selva política. Seu livro é um manual de autopreservação paralíderes mundiais. A obra-prima de Maquiavel pode ser considerada um guia de conselhos para governantes. Maquiavel analisa a sociedade de maneira fria e calculista. Também ensinou que para obter sucesso, um líder deve estar cercado por ministros leais, competentes e confiáveis.
Um dos temas mais importantes de O Príncipe é o debate sobre a seguinte questão: “é preferível que um líder seja amadoou temido?” Maquiavel responde que é importante ser amado e temido, porém, é melhor ser temido que amado. Ele explica que o amor é um sentimento volúvel e inconstante, já que as pessoas são naturalmente egoístas e podem frequentemente mudar sua lealdade. Porém, o medo de ser punido é um sentimento que não pode ser modificado ou ignorado tão facilmente.
Do Capítulo XV a XVII, referente àelaboração deste fichamento, Maquiavel escreve sobre como um príncipe deve proceder ante seus súditos e amigos, explicando que para manter-se adorado é necessário que o líder saiba utilizar os vícios e as virtudes necessárias, fazendo o que for possível para garantir a segurança e o bem-estar.

FICHAMENTO

CAPÍTULO XV
AS RAZÕES PELAS QUAIS OS HOMENS, ESPECIALMENTE OS PRÍNCIPES, SÃO LOUVADOSOU VITUPERADOS.



O príncipe deve apropriar-se de certa versatilidade em relação ao seu modo de ser e de pensar a fim de que se adapte às circunstâncias momentâneas. Maquiavel esclarece que o príncipe pode ter todas as qualidades necessárias a um bom líder, mas fazer uso delas pode ser prejudicial. O homem que queira em tudo agir como bom acabará arruinando-se em meio a tantos que nãosão bons.


As "qualidades", em certas ocasiões, como afirma o autor, mostram-se não tão eficazes quanto os "defeitos", que, nesse caso, tornam-se próprias virtudes. Os príncipes devem ser mais temidos que amados, como medida de precaução à revolta popular, devendo o soberano apenas evitar o ódio; sobrepor a utilização da força à lei, quando disso dependerem condições mais favoráveisao seu desempenho; apresentar boa imagem aos cidadãos e Estados estrangeiros, de modo a evitar possíveis conspirações.





Maquiavel reconhece que o ser humano não possui a capacidade de ter todas as qualidades acima mencionadas. Nessas circunstâncias, é necessário que o príncipe tenha a prudência para evitar o escândalo provocado pelos vícios que poderiam abalar seu reinado,...
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