O principe - Maquiavel (resumo dos capótilos)

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  • Publicado : 22 de novembro de 2013
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Capítulo I
De quantos tipos são os principados e de que modo se adquirem
Nicolau Maquiavel explica nesse capítulo inicial como identificar, criar e classificar os tipos de domínios (principados ou repúblicas; novos ou anexos; subordinados ou livres; através da guerra).
Capítulo II
Dos principados hereditários
            Explica tratar só dos principados hereditários, pois já abordou asrepúblicas em Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio. Diz que as dificuldades de um príncipe herdeiro de um Estado tradicional (antigo) são muito menores que nos novos, visto os costumes consolidados. O príncipe natural tem menos necessidade de ofender, daí resulta que seja mais amado.
Capítulo III
Dos principados mistos
            Nos principados novos decorre que os homens gostam demudar de senhor; pegam em armas, ofendem os governantes e sentem os governantes que não podem atender os apoiadores como estes esperavam.
            Quem deseja conservar sua conquista deve acabar com a dinastia do antigo príncipe e não alterar impostos ou leis (isso vale para povos com língua igual ou muito semelhante a do conquistador).
            Na conquista de domínios em regiões totalmentediferentes quanto à língua, costumes e instituições é que se encontram as dificuldades, sendo necessário ser muito afortunado e ter muita habilidade para conservá-los. Um dos maiores e mais eficazes recursos para este fim é que o conquistador vá residir no lugar.
            O segundo melhor meio é fundar colônias que sirvam de entrave àquele Estado. Maquiavel diz que estas colônias nada custam,são mais fiéis e menos ofensivas; e os espoliados não podem fazer nada visto que são pobres e dispersos. Mantendo-se tropas em vez de colônias, despende-se muito mais, gastando-se com elas todas as receitas do Estado, e a conquista se transforma em prejuízo.
            A ideia é fazer-se defensor dos vizinhos mais fracos, enfraquecer os poderosos e não deixar em hipótese alguma que entre alioutro forasteiro conquistador tão poderoso quanto o novo príncipe.
Capítulo IV
Por que razão o reino de Dario, ocupado por Alexandre, não se rebelou contra os sucessores deste após a sua morte
            Levanta o caso das conquistas de Alexandre Magno: grandes, não consolidadas, mas que resistiram apesar das disputas entre seus sucessores. Explica que um príncipe pode inserir ministros ouconvertes barões para ajudá-lo a governar o principado citando, como exemplo, os reinos do grão-turco e da França e explicando ser a monarquia turca exemplo do primeiro caso e a França do segundo.
            Quem considerar esses dois Estados [acima citados] encontrará dificuldade em conquistar o Estado grão-turco, porém, vencendo-o, terá grande facilidade em conservá-lo. Ao contrário, sob todos osaspectos encontrará também maior facilidade em ocupar a França, porém com grande dificuldade em mantê-la.
Capítulo V
De que modo se devem governar as cidades ou principados que, antes de serem ocupados, viviam sob suas próprias leis
            Quem se torna senhor de uma cidade habituada a viver livre, e não a destrói, será destruído por ela, porque ela sempre invocará, na rebelião, o nome desua liberdade e de sua antiga ordem, como aconteceu em Pisa após cem anos de submissão aos florentinos.
            O remédio contra isso é destruí-la, ir viver pessoalmente nela ou deixá-la viver sob suas próprias leis, impondo-lhe um tributo (que interpretei mais como decorativo do que oneroso, propriamente dizendo), criando dentro dela um governo de poucos que se conserve amigo.
Capítulo VIDos principados novos que se conquistam com armas próprias e com virtude
            Nos principados completamente novos, onde há um novo príncipe, existe maior ou menor dificuldade para mantê-lo conforme seja maior ou menor a virtude de quem o conquistou.
            Exemplos que corroboram o que Nicolau acabou de citar são homens que pela própria virtude e não pela fortuna se tornaram...