O princínpio do conhecimento e a crítica ao inatismo

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  • Publicado : 22 de abril de 2013
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O PRINCÍNPIO DO CONHECIMENTO E A CRÍTICA AO INATISMO


Resumo: este artigo tem como principal objetivo expor a teoria do conhecimento de Descartes e Locke, fazendo uma confrontação de suas teorias a cerca do processo cognitivo do homem. Farei uma breve demonstração do empirismo e do racionalismo, na qual afirmarei a tese cartesiana e demonstrada a confiança na pura racionalidade. Por fimtermino este artigo demonstrando a crítica elaborada por Locke as ideias inatas de descartes.

Palavras-Chaves: Empirismo, Racionalismo, Locke, Descartes, Conhecimento, ideias, ideias inatas.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O homem sempre teve a necessidade de dar uma explicação a cerca do mundo, para isso o ser humano recorreu ao auxílio dos mitos, da religião, mais recente da filosofia, da ciência,que busca dar uma explicação racional e experimental de todas as coisas. No entanto, durante todo esse processo da teoria do conhecimento, o homem passa a questionar a sua própria capacidade de conhecer, o que é possível conhecer? Qual a origem do conhecimento? Em meio a estas questões sobre a teoria do conhecimento, temos duas correntes filosóficas polêmicas que são: o Racionalismo e o Empirismo.Abordaremos algumas questões polemicas entre essa duas doutrinas filosóficas.

1 O EMPÍRISMO: A VALORIZAÇÃO DO SENTIDO E RACIONALISMO: A CONFIANÇA EXCLUSIVA NA RAZÃO

O empirismo originário da Grécia antiga foi reformulado com o passar do tempo, na Idade Média e Moderna assumindo várias manifestações e atitudes, mas existem características fundamentais sem as quais o empirismo perde a suaessência, em que prega a origem do conhecimento através dos sentidos e pela experiência. Os principais representantes desta doutrina filosóficas são: Francis Bacon, Thomaz Hobbes, David Hume. Aqui pretendo fazer uma abordagem e desenvolver o raciocínio sobre o pensamento do filósofo inglês John Locke.
Em contra ponto ao empirismo, o racionalismo também é originário da Grécia. Essa doutrina tem narazão a fonte exclusiva no processo cognitivo. Um dos grandes racionalistas, Leibniz Afirma que nem todas as verdades são verdades de fato, ao lado delas, existem as verdades da razão, que são aquelas inerentes ao próprio pensamento humano e dotadas de universalidade e certeza. No entanto, entre os racionalistas pretendo destacar as ideias e o pensamento de Descartes sobre o principio doconhecimento humano, fazendo uma oposição entre o seu pensamento e pensamento de Locke.
Este confronto faz emergir uma grande polêmica da tradição filosófica, pois a relação racionalismo-empírismo tem sido uma das polêmicas ao longo da história da filosofia. Para iniciarmos esse confronto de pensamento entre o racionalismo de Descartes e o empirismo de Locke, quero representar primeiramente o pensamento dedescartes e dar ênfase a sua epistemologia.

1.1 DECARTES E A CONFIANÇA EXCLUSIVA NA RAZÃO

René Descartes (1596-1650) filósofo francês é considerado o pai da filosofia moderna. Ele afirmava que, para conhecermos a verdade, seria necessário, de inicio, colocarmos em dúvida todas as coisa existentes, este questionamento deve ser criteriosamente analisado e verificado, se existe algo narealidade do qual podemos ter certeza, mas para isso é necessário fazer uma aplicação metódica da dúvida, como no descreve Reale:

Descartes aplica as suas regras ao saber tradicional, para ver-se ele contém alguma verdade de tal forma clara e distinta que se subtrai a qualquer razão de duvida, se o resultado for negativo, no sentido de que com essas regras, não é possível chegar anenhuma certeza e a nenhuma verdade que tenha as características da clareza e da distinção, então será preciso rejeitar semelhante saber e admitir a sua esterilidade (REALE, ANTISERI, 1990, p.364-365)

Contudo, afirma Descartes, só há uma coisa que não se poderia duvidar que meus pensamentos existem: “e a existência desses pensamentos se confundem com a essência da minha própria existência...
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