O Prazer do texto, Roland Barthes

Páginas: 9 (2021 palavras) Publicado: 9 de abril de 2014
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL

Assunto: Resenha crítica: O Prazer do texto, Roland Barthes











O texto é apontado como uma ficção, que pode fazer com que o leitor esqueça as classes sociais as exclusões que ocorrem na sociedade, o que pode acontecer. No entanto, o texto pode proporcionar no leitor, a capacidade de refletir sobre todas essasconsiderações do autor. A escrita é posta pelo autor, como a ciência das fruições da linguagem e, é citada no texto como a linguagem é redistribuída. Logo, é cabível que um texto possa ser sensato ou insensato, sem excesso, atendendo a todos os gostos e as diferentes culturas, mas é natural que o prazer verbal oscile na fruição. O prazer do texto, o seu desempenho como fonte de grandes prazeres, nacomparação feita na obra tem lógica e é bastante criativa, pois mantém o leitor numa condição imaginaria.
O texto mostra personalidade e trás ideias verdadeiras, quando o autor diz apreciar num relato não apenas o seu conteúdo, mas as envolturas que impõe ao envoltório. A contribuição da obra está relacionada ao uso social que um texto pode exercer no prazer do leitor e na cobertura imaginaria que oleitor faz do texto e isso implica uma prática de leitura confortável, podendo observar o prazer relatado e tomar uma posição de aceitar ser o confidente ou observar clandestinamente o prazer do outro, fazendo um envoltório aberto. Crer que o prazer e a fruição são forças paralelas, que elas não podem encontrar-se: uma incomunicação, então, me compete na verdade pensar que a história não é pacífica,nem mesmo pode ser inteligente, que o texto de fruição surge sempre aí à maneira de uma claudicação. Que ele é sempre o traço de um corte, de uma afirmação e que o sujeito dessa história longe de poder acalmar-se levando em conjunto o gosto pelas obras passadas e a defesa das obras modernas num belo movimento dialético de síntese, nunca é mais do que uma contradição viva: um sujeito clivado, quefrui ao mesmo tempo, através do texto, da consistência de seu ego e de sua queda.
O prazer do texto do autor BARTHES, Roland é uma obra sobre literatura e um convite instigante para o pensamento e a reflexão, transitando por diversas áreas. A intertextualidade é constante, com uso frequente de citações e referências a vários autores: “a literatura como uma grande colagem de saberes” (Giamatei,2003). O autor vai lançando suas ideias em trechos geralmente curtos, seduzindo o leitor com seu estilo.
O prazer, entretanto, não é um elemento do texto, não depende de uma lógica do entendimento e da sensação; é uma deriva, qualquer coisa que é ao mesmo tempo revolucionário e associal e que não pode ser fixada por nenhuma coletividade, nenhuma mentalidade, nenhum idioleto. E fácil ver que oprazer do texto é escandaloso: não porque é imoral, mas porque é atópico. A sociedade vive sobre o modo da clivagem: aqui um texto sublime, desinteressado, ali um objeto mercantil cujo valor é a gratuidade desse objeto. As duas partes em litígio tem o seu quinhão: a pulsão tem direito à sua satisfação, a realidade que lhe é devido. O prazer do texto supõe toda uma produção indireta, do mesmo modo oenfado não pode prevalecer-se de qualquer espontaneidade. Uma história contada de uma maneira decente, eloquente, sem malicia, num tom adocicado tanto mais fácil é invertê-la, lê-la avessas. Os sistemas ideológicos são ficções, romances – mas romances clássicos, bem providos de intrigas, crises personagens boas e más, coisa totalmente diversa. Sendo cada ficção sustentada por um falar social, umsocioleto ao qual ela se identifica.
O prazer do texto não tem preferência por ideologia, no texto de prazer, as forças contrárias não se encontram mais em estado de recalcamento, mas de devir: nada é verdadeiramente antagonista, tudo é plural. Pode-se achar assombrosa a habilidade domestica com que o sujeito se partilha, dividindo sua leitura, restituindo ao contágio do juízo, à metonímia do...
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