O príncipe, de maquiavel

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FACULDADE RAIMUNDO MARINHO
Curso de Direito
Disciplina: Ciência Política – prof. Bruno Lamenha

Augusto César Fernandes Moreira

RESENHA: O PRÍNCIPE DE MAQUIAVEL – CAPS. XVI AO XXVI

Maceió - AL
2011
Augusto César Fernandes Moreira

RESENHA: O PRÍNCIPE DE MAQUIAVEL – CAPS. XVI AO XXVI

Trabalho apresentado ao Curso de Direito, como exigência dadisciplina Ciência Política, ministrada pelo professor Bruno Lamenha.

Maceió – AL
2011

RESENHA: O PRÍNCIPE DE MAQUIAVEL – CAP. XVI AO XXVI

A obra O príncipe foi escrita pelo escritor, político e filósofo florentino Nicolau Maquiavel (1469-1527), em 1513. Trata-se de uma obra polêmica que atravessou os séculos e tem despertado interesse em todas as camadas sociais interessada natemática da política.
A visão utilizada pelo autor era realista e pretendia implantar uma nova ordem fundada na moral e na capacidade dos homens de se tornarem melhores.
Nesse estudo serão observadas a escrita e idéias do autor entre os capítulos XVI e XXVI, procurando, com isso, destacar o pensamento de Maquiavel e sua filosofia política.
No capítulo XVI, o autor aborda aquestão da liberalidade e da parcimônia. Nessa parte o autor faz referência aos atributos, chamando atenção para o fato de que seria um bem o ser havido como liberal. Para o autor a liberalidade, usada por forma que se torne conhecida de todos, prejudica, porque, se usada virtuosamente e como se a deve usar, ela não se torna conhecida e não conseguirá, assim, tirar de cima a má fama do seucontrário. Porém, aconselha o autor que querendo manter entre os homens o nome de liberal, é preciso não esquecer nenhuma espécie de suntuosidade, de forma tal que um príncipe assim procedendo consumirá em ostentação todas as suas finanças e terá necessidade de, ao final, se quiser manter o conceito de liberal, gravar extraordinariamente o povo de impostos, ser duro no fisco e fazer tudo aquilo de quepossa se utilizar para obter dinheiro. Essa condução começará a torná-lo odioso perante o povo e, empobrecendo-o, fá-lo-á pouco estimado de todos, de forma que, tendo ofendido a muitos e premiado a poucos com essa sua liberalidade, sente mais intensamente qualquer revés inicial e periclita face ao primeiro perigo. Percebendo isso e querendo recuar, o príncipe incorre desde logo na má fama demiserável.
Com isso, defende Maquiavel que a um príncipe, que não podendo usar essa qualidade de liberal sem sofrer dano, tornando-a conhecida, deve ser prudente, deve não se preocupar com a pecha de miserável, eis que, com o decorrer do tempo, será considerado sempre mais liberal, uma vez vendo o povo que com sua parcimônia a receita lhe basta, pode defender-se de quem lhe mova guerra e tempossibilidade de realizar empreendimentos sem gravar o povo. Assim agindo, vem a usar liberalidade para com todos aqueles dos quais nada tira, que são numerosos, e a empregar miséria para com todos os outros a quem não dá, que são poucos.
Lembra Maquiavel que na época dele não se via grandes realizações senão daqueles que foram havidos por miseráveis, enquanto os outros eram extintos.Aconselha, então, que um príncipe deve gastar pouco para não precisar roubar seus súditos, para poder defender-se, para não ficar pobre e desprezado, para não ser forçado a tornar-se rapace, não se importando de incorrer na fama de miserável, porque esse é um daqueles defeitos que o fazem reinar.
Assinala Maquiavel que dentre todas as coisas de que um príncipe se deve guardar está o serdesprezado e odiado, e a liberalidade o conduz a uma e a outra dessas coisas. Portanto, é mais sabedoria ter a fama de miserável, que dá origem a uma infâmia sem ódio, do que, por querer o conceito de liberal, ver-se na necessidade de incorrer no julgamento de rapace, que cria uma má fama com ódio.
No capítulo XVII, trata da crueldade e da piedade - se é melhor ser amado que temido. Nessa...
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