O pecado e o desespero como vazio do ser

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Trabalho na Unidade curricular do Seminário, Temático de Filosofia Segundo o pensamento de Kierkegaard








Pecado e o desespero humano como vazio do ser




















| | Braga |
||2011/2012 |



Índice


Introdução.....................................................................................................................3
1. O pecado.. 4
1.1. O pecado e a angústia do Eu................................................................................5
1.2. O pecado perante a vida.........................................................................................6
2. O pecado como desespero do ser e agir 8
3. A negação do Cristianismo como resultado da inquietação.......................................11Conclusão........................................................................................................................14
Bibliografia .....................................................................................................................15
































Introdução




No âmbito da Unidade Curricular de Seminário: «O paradoxo de Kierkegaard nos duzentos anos do seu nascimento», foi proposto pelo docente,desenvolver um breve trabalho à escolha do aluno, sobre os temas tratados em dita disciplina. Ora, durante o semestre, debruçamo-nos sobre duas obras, escritas por Kierkegaard, a saber: Um Génio e um Apostolo e o Desespero a doença mortal que foi o que mais se aprofundou.
O tema escolhido por mim, foi sobre a questão do pecado, nomeadamente da obra de Kierkegaard - O Desespero: A DoençaMortal, tendo como ponto de partida o livro quarto e quinto. Assim, para uma melhor evolução do trabalho, intitulei-o: «Pecado e o desespero humano como vazio do ser, segundo o pensamento de Kierkegaard». Isto, porque no decurso da apresentação e leitura do texto, achei interessante a maneira como o autor vai apresentando dito tema, ou seja, uma visão distinta do comum, ainda que muitas vezes, demasiadorepetitiva e até um pouco difícil de compreender. Digo já, que esta, foi uma das limitações que encontrei, mas nem por isso deixei de o abordar.
No decurso desta exposição, Kierkegaard demostra que o contrário do pecado é a fé. Ora, para evidenciar este contraste e chegar a perceber o caracter paradoxal da fé que se contrapõe ao pecado, Kierkegaard lembra, que o desespero potenciado é opecado, é a obstinação da afirmação do próprio eu diante de Deus. Mas, visto desta forma é vantagem para o desesperado, ou seja, neste caso é a mesma doença, que o leva a pôr-se diante de Deus. Por isso, Kierkegaard recomenda o desespero como um remédio, para sair do «estádio estético da existência». Assim, diz ele que o único remédio para o desespero é a fé. A este ponto, poderíamos perguntar entãoo que é a fé? Ora, a fé é a fórmula para o estado do eu, onde não existe desespero, é na relação consigo mesmo e querendo ser o próprio, o eu se fundamenta, ou seja, é a síntese do eu. É um eu transparente, livre, sem medo. Um eu que diante de Deus, teve a coragem de deixar-se remir dos seus pecados, porque acreditou inteiramente em Deus e n’Ele se abandonou.





1. O pecado


Oproblema do pecado foi sempre tema de reflexão de todos os tempos e, foi muito abordado ao longo da história por teólogos, filósofos e pessoas comuns, para tentar compreender as implicações e consequências deste, na vida das pessoas .Então poderíamos perguntar: o que é o pecado? Ora, respondendo de uma forma genérica, o pecado, consiste na transgressão de um mandato ou lei divina de forma...
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