O patriarcalismo das forças armadas do brasil

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  • Publicado : 29 de novembro de 2010
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O PATRIARCALISMO DAS FORÇAS ARMADAS DO BRASIL

INTRODUÇÃO

Este trabalho disserta a respeito do conservadorismo patriarcal das instituições militares brasileiras que compõe as forças armadas, sendo elas o exército, a marinha e a aeronáutica. O trabalho expõe na íntegra diferentes perspectivas. Ele mostra a perspectiva de ONG’s feministas e pró-inclusão GLBTTS de diferentes partes do Brasil.Também consta no trabalho as perspectivas de oficiais das próprias forças armadas, captadas através de entrevistas, feitas pelos membros do grupo, aos oficiais de diferentes gêneros, etnias, idades e cargos. Alguns dos oficiais entrevistados, inclusive, nasceram e atuaram em diferentes estados do Brasil.
Este texto aborda a discriminação da instituição militar para com a mulher e o homossexual.Contudo, qualquer generalização relacionada à posição das forças armadas deve ser doravante desconsiderada, uma vez que as opiniões dos entrevistados não representam a instituição das forças armadas em si, mas sim as opiniões dos mesmos para com tal instituição.

O FEMINISMO E O MOVIMENTO HOMOSSEXUAL

A mulher e o homossexual, tradicionalmente, têm sido aviltados por um patriarcalismomachista muito anterior à Idade Contemporânea. Contudo, desde o início do século XX, a situação mudou rapidamente pelo mundo inteiro. A revolução russa de 1917 concedeu o direito de voto às mulheres e, em 1930, elas já votavam na Nova Zelândia (1893), na Austrália (1902), na Finlândia (1906), na Noruega (1913) e no Equador (1929). Por volta de 1950, a lista compreendia mais de cem nações.
Ofeminismo ressurgiu com ainda mais vigor depois da segunda guerra mundial, sob a influência de obras como Le Deuxième Sexe (1949; O segundo sexo), da francesa Simone de Beauvoir, e The Feminine Mystique (1963; A mística feminina), da americana Betty Friedan. No Reino Unido destacou-se Germaine Greer, australiana de nascimento, autora de The Female Eunuch (1971; A mulher eunuco), considerado o manifestomais realista do women's liberation movimento (movimento de libertação da mulher), mundialmente conhecido como women's lib. Agora já não se tratava mais de conquistar direitos civis para as mulheres, mas antes de descrever sua condição de oprimida pela cultura masculina, de revelar os mecanismos psicológicos e psicossociais dessa marginalização e de projetar estratégias capazes de proporcionar àsmulheres uma liberação integral, que incluísse também o corpo e os desejos. Além disso, contam-se entre as reivindicações do moderno movimento feminista a interrupção voluntária da gravidez, a radical igualdade nos salários e o acesso a postos de responsabilidade.
Quarenta anos depois da conquista do direito feminino de voto no Brasil, em 1932, mas também da vitória dos padrões normativos da ideologia da domesticidade, entre os anos trinta e sessenta, assistimos à emergência de um expressivo movimento feminista, questionador não só da opressão machista, mas dos códigos da sexualidade feminina e dos modelos de comportamento impostos pela sociedade de consumo. No contexto de um processo de modernização acelerado, promovido pela ditadura militar e conhecido como “milagre econômico”, em quese desestabilizavam os vínculos tradicionais estabelecidos entre indivíduos e grupos e a estrutura da familiar nuclear, as mulheres entraram maciçamente no mercado de trabalho e voltaram a proclamar o direito à cidadania, denunciando as múltiplas formas da dominação patriarcal.
Também  homossexuais masculinos e femininos se organizaram, e se manifestaram em movimentos políticos reivindicando o“direito à diferença” e questionando radicalmente os padrões dominantes da masculinidade e da feminilidade. Muito embora os avanços nos movimentos de igualdade aos homossexuais só tenham começado a ganhar força no Brasil na segunda metade do século XX. Em 1978 houve a Fundação do primeiro grupo homossexual brasileiro: Somos (S.Paulo), em 1980 temos a primeira passeata com participação de...
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