O papel do professor como mediador da educação fundamental

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O PAPEL DO PROFESSOR COMO MEDIADOR NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL

Atelina Maria da Silva Cunha
RESUMO

Este artigo é uma reflexão acerca do papel do professor como mediador na educaçaõ fundamental sob o olhar da obra Pedagogia da Autonomia: saberes necessarios à prática educativa de Paulo Feire . O autor aponta à necessidade de respeito e assunção dos professores à sua própria dignidade, aassunção do poder está hoje em devir do poder-se transformar o que aí está posto, como a ideologia neoliberal e seu acomodado discurso do "não têm jeito". Afirma ser possível mudar, mas não é apenas mudar o discurso. Assim os Professores devem vestir o uniforme de batalha, chamar para si a responsabilidade de contribuir na descoberta do conhecimento pelo educando, não é apenas repassar o conteúdo,"transferir conhecimento", é perceber que a educação é uma forte arma na autonomia do pensar, é formar pessoas críticas. Nesse sentido, Paulo Freire mostra em sua obra possibilidades relacionadas ao sistema educacional bem como o papel do professor, no processo ensino – aprendizagem. Dentro dessa perspectiva, o Paulo Freire discute sobre a responsabilidade do professor no contexto educacional ondedesenvolve suas atividades e o seu compromisso em colaborar com o processo de transformação no campo da educação.


Palavras – chaves: professor; educação; educandos; escola


O PAPEL DO PROFESSOR COMO MEDIADOR NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL


Paulo Freire vê a educação como libertadora do educando do "fatalismo" do destino. Por isso delineia o que chamam de saberes para a prática pedagógica,situações medíocres em que são acometida a grande maioria das instituições de ensino, onde tantas boas teorias viram apenas como ele chama de "blábláblá" e as práticas, ativismo. Alerta aí, para a relação que se pode criar entre professor e aluno, ele aponta grandes problemas educacionais relacionados ao tipo de formação que se processa não só no Brasil, mas em outras partes do mundo.
A partir domomento em que escolhemos a sala de aula como nosso campo de trabalho, devemos estar abertos para as indagações, às críticas e curiosidades dos alunos, pois o mais importante para o crescimento do educando não são somente os conhecimentos que lhes são transmitidos e sim as possibilidades de cria-los para que eles mesmos possam ter segurança e sentirem-se capazes de transformar a realidade à suavolta.
Partindo desse princípio, Freire deixa bem claro que o professor não é o dono da verdade absoluta e que os conhecimentos devem ser compartilhados entre professor e aluno. Os avanços pedagógicos não mais aceitam professores que somente falam e ditam as regras do saber na sala de aula. Isto nós constatamos quando refletimos sobre três pontos importantes que são: "Ensinar exige respeito àautonomia do ser do educando", qualquer discriminação é imoral e lutar contra ela é uma dever por mais que se reconheça a força dos condicionamentos a enfrentar; "Ensinar exige bom senso", o exercício ou a avaliação do bom senso superando o que há nele de instintivo na avaliação de fazemos dos fatos e dos acontecimentos em que nos envolvemos; "Ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dosdireitos dos educadores", resposta que se deve dar à ofensa à educação é a luta política, consciente, critica e organizada contra os ofensores.
É importante ressaltar que, teorias e muitas discussões públicas assim como privadas, e projetos sobre a formação educacional contam com estratégias que objetivam a construção de um ser humano agente das transformações sociais, mais participativo ecolaborador. Nas palavras de Paulo Freire: "ensinar não é transferir conhecimento", a relação entre aluno e professor deve ganhar espaço para indagações, curiosidade, respeitando o ser crítico, inquiridor e inquieto. "Para colaborar como professor é preciso ser um aventureiro responsável, predisposto à mudança, à aceitação do diferente".
Dessa forma, afasta-se o tradicional modelo de controlar os...
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