O papel da estrutura organizacional nas organizações de racionalidade substantiva

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 18 (4296 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 4 de outubro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E ADMINISTRATIVAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO

O PAPEL DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL NAS ORGANIZAÇÕES DE RACIONALIDADE SUBSTANTIVA

Disciplina: Teoria das Organizações Prof. Dra. Jackeline Amantino de Andrade Aluna: Alessandra Cabral Nogueira

Recife, maio de 2005

O PAPEL DA ESTRUTURAORGANIZACIONAL NAS ORGANIZAÇÕES DE RACIONALIDADE SUBSTANTIVA

Introdução: As organizações do modo que hoje se apresentam e que convivemos, são oriundas do séc. XIX da Europa e da América dos efeitos da revolução Industrial e por conseqüência a expansão econômica destes continentes. Têm em sua etimologia, “organon”, o conceito de ferramenta; instrumento; talvez por isso (HALL, 2004: p.2) sugerirserem as grandes transformações sociais da história essencialmente baseadas em organizações, e serem impossíveis de compreensão sem considerar e analisar o contexto organizacional. Esse novo conceito que se configura, é percebido através da existência dessas organizações para realizar as tarefas que indivíduos sozinhos não podem desempenhar. Além disso, seu impacto na construção de novos papéis eformas de interação entre os indivíduos e entre si, traz consigo um novo arranjo entre estes e a Sociedade, sendo estas novas formas, que realizam quase tudo no mundo moderno e contemporâneo. Ao fazermos um exame na literatura de referência podemos perceber uma ubiqüidade de hesitante analogia entre organização e empresa (Solé,2004) onde afirmamos ser este último um “tipo” de organização, sabemostambém ser o mundo organizado por e para uma empresa, é tanto que é possível encontrarmos inúmeras publicações pertinentes aos mais variados aspectos e perspectivas empresariais, em contrapartida são poucos os que abrangem as organizações como um todo, em especial as de racionalidade substantiva ou como classifica (HALL, 2004) organizações sem fins lucrativos. Devido às últimas grandes modificaçõesna economia mundial e nacional, percebe-se um discurso amplo acerca do crescimento e da proliferação de organizações de natureza substantiva, salientando que estas não são tão novidade como parece, haja vista suas ações serem evidentes desde a confirmação de existência de organizações como o Império Romano, a disseminação do cristianismo, o terrorismo, entre outras. A nova ordem mundial emergenterelativa às organizações torna possível a inserção de novos atores em áreas que eram, anteriormente, de responsabilidade exclusiva do governo ou de organizações/empresa. Os modelos de estruturação e gestão de processos oriundos de estudos organizacionais são predominantemente voltados para organizações empresariais e governamentais. Nota-se que, se por um lado estas organizações têm utilizado asestruturas e processos das primeiras

como referência em suas gestões e com a evolução do capitalismo parece impor-se às organizações em todos os setores. O surgimento e o crescimento de organizações não empresariais e os conseqüentes estudos desenvolvidos sobre suas estruturas e processos nos levam a investigar através da utilização de um modelo empresarial como referência, quais asdivergências deste e como estas se configuram em um modelo diferenciado para estas organizações. Segundo Carvalho(2004), estudos realizados especificamente pelo Observatório da Realidade Organizacional vêm apontando que práticas antes de domínio exclusivo das organizações empresariais, irrompem no cenário dos campos do lazer, da cultura e do desporto e, organizações antes submetidas fundamentalmente a lógicassubstantivas baseadas em valores e tradições, introduzem em suas ações, lógicas agora subordinadas a critérios de eficiência, rentabilidade e competitividade, considerando seus valores, tradições em sua maioria e sua perspectiva diante do contexto em que se encontram. As transformações e proliferações destas organizações em seu campo de ação, especificamente as culturais, originou este estudo...
tracking img