O pape do professor

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O PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA E O ENSINO MEDIADO

PELA TECNOLOGIA

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Silmara Terezinha Indezeichak

RESUMO

Analisando as dificuldades emrelação ao uso de computadores que os professores de Língua Portuguesa apresentam, percebeu-se que, na maioria dos casos, apesar de estarem equipados, não há intimidade e nem conhecimentos necessários para usarem com adequação essa importante tecnologia em suas aulas. .A partir dessa constatação desenvolveu-se umprojeto que visou proporcionar-lhes uma capacitação significativa para que passassem a utilizar o computador como um aliado no processo ensino-aprendizagem, pois essa tecnologia é de vital importância no desenvolvimento dos alunos..Uma pesquisa-ação realizada no Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos Universidade Estadual de Ponta Grossa(CEEBJA-UEPG) norteou os estudos e a realização de oficinas para a utilização do laboratório de informática tornando as aulas mais interessantes e proveitosas. Através desse trabalho ficou evidenciado a necessidade e o interesse dos participantes na descoberta de novos meios de ensinar e de como utilizar as tecnologias para a melhoria de suas aulascontribuindo, assim, para a qualidade de ensino desse público que já foi excluído e que merece estar atualizado em sua educação.

A literatura especializada brasileira ressignifica os debates feitos fora do país,
mas se depara com dificuldades estruturais, como a falta de professores, notavelmente já
superadas pelos países desenvolvidos. O panorama dodéficit brasileiro chega a 235.000
docentes para o Ensino Médio. A maioria das dificuldades está nas disciplinas de
química, física, matemática e biologia. A química, por exemplo, necessita de 55.231
docentes, mas foram licenciados apenas 13.559 professores (Ruiz, Ramos e Hingel,
2007).

A literaturanacional também aponta para um período de fragilidade acentuada
na formação de professores no País, estando esta subordinada aos interesses da
comunidade econômica internacional através de suas instituições, a saber, o FMI, o
Banco Mundial, a Unesco, entre outros, estando sujeita às suas determinações (Kuenzer,
1998; Lüdke, Moreira e Cunha,1999; Maués, 2003; Freitas, 2002).

As principais implicações da subordinação da formação dos professores aos
organismos internacionais, notoriamente com viés econômico, encontram-se na
anulação da autonomia dos professores e uma aprendizagem irrefletida por parte dos
alunos, uma vez que toma oprocesso ensino-aprendizagem a partir de demandas dos
mercados e não das culturas locais, dando-lhe ênfase comercial, conforme crítica de
Kuenzer, (1998), Maués (2003) e Nóvoa (1999).

A subordinação da formação de professores à lógica econômica internacional é
percebida nas políticas governamentais brasileiras, sempre que associadas aoconceito
de competência (Lopes e Dias, 2003; Melo, 1999). Além disso, essas políticas trazem
em seu bojo um sentido alienante do conceito de progresso, principalmente quando
defendem a tecnologização da escola e dos métodos de ensino como as soluções dos
problemas educacionais (Belloni, 2003; Belloni, 1998).

Tais tendências de...
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