O neocolonialismo norte-americano

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O neocolonialismo norte-americano

Com a política da “boa vizinhança”,
Roosevelt visava fortalecer na América Latina
ditadores que passaram a ser os guardiões
muito bem pagos do capital americano


O neocolonialismo norteamericano começou em 1933, com a política da “boa vizinhança”. No discurso de posse, Roosevelt disse: “No campo dapolítica internacional eu encaminharei esta nação (os EUA) para a política do bom vizinho: o vizinho que respeita a si próprio e por isso mesmo respeita
os direitos dos outros”.
Era a nova forma do capitalismo americano elaborada por Roosevelt na época em que a Alemanha
nazista tentava ganhar a simpatia das oligarquias latino-americanas.
Com efeito, os nazistas não poupavam críticas àforma espoliativa da política externa dos EUA.
Hitler dizia que “o México é um país que clama por um chefe capaz; com os tesouros do solo
mexicano a Alemanha será rica e grande. No Brasil também criaremos uma nova Alemanha, e lá encontraremos tudo aquilo que precisarmos”.
Estas frases eram frequentes na boca de Hitler e assustaram profundamente os EUA, cuja política
de força e arrogânciapara com a América Latina se tornava sempre mais radical.
Com a política da “boa vizinhança”, Roosevelt visava fortalecer os ditadores locais, que então passaram a ser os guardiões muito bem pagos (só eles) do capital americano na América Latina, não permitindo as “de sordens” das organizações operárias e dos sindicatos, além de serem os policiais vigilantes contra as quintas-colunas nazistas.A “boa vizinhança” visava também outra coisa: a exploração de minerais da América Latina. Em 1939, o Estado-Maior das Forças Armadas Americanas havia entregue a Roosevelt a lista das matérias-primas que a América Latina podia fornecer: não se podia prescindir do antimônio do México
e do Peru, do cobre chileno, domanganês brasileiro, do mercúrio mexicano, do cromo cubano e do estanho boliviano.
O urânio (que depois será utilizado em Hiroshima e Nagasaki) já havia sido transportado para os
EUA das minas de Nelson Rockfeller, no Congo Belga. A política de boa vizinhança emocionou, literalmente, a maioria dos governantes latino-americanos.
Em 1936, quando Roosevelt participou em Buenos Aires nareunião inter-americanas, conseguiu
que a “doutrina Monroe” fosse aceita e defendida pelos latino-americanos (afastando assim possíveis concorrentes comerciais).
Em 1940, na conferência de Havana, o Congresso Panamericano defendeu duas coisas: primeiro,
a criação de um comitê permanente de neutralidade (a guerra estourou em 1939); segundo, a criação de uma faixa de 300 milhas da costa chamada “faixa
de soberania marítima”.
Deste modo impedia-se aos navios do “e i xo ” (Alemanha, Itália e Japão) aproximar-se da América
Latina, “boa vizinhança” d os EUA, para onde só podia exportar suas matérias-primas.
E, no entanto, pelo fato de a América Latina não ter contato com a Europa, determinou um avanço na sua industrialização: isto foi de uma extrema importância para a formação deuma classe operária que irá tornar-se mais forte e mais consciente de seus direitos, e poder político, além de grande consciência nacional.
Foi esta consciência nacional da classe operária latino-americana que ampliou a luta anti-imperialista
no continente, porque todos sabem que o anti-imperialismo só adquire profundidade e sentido revolucionário quando se organiza o movimento operário.Eis um exemplo do avanço da industrialização em alguns países latino-americanos, nesta época:
Argentina: em 1935 havia no país 40 mil estabelecimentos industriais; em 1954 havia passado para
150 mil. Uruguai: em 1936 havia 11.470 estabelecimentos industriais; em 1954, havia passado para
32.406. Chile: de 1940 a 1958 foram criados sete mil novos estabelecimentos industriais. Peru: de 1940...
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