O mundo de sophia

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ATIVIDADE 4 – SEMANA 5 - (grupo de no máximo cinco componentes) - 2. Explique a divergência entre as maneiras de os personagens principais do filme O Instinto (antropólogo e psiquiatra) entenderem a ciência, ou O Mundo de Sofia “(DVD) ( episódios 5 a 8) Comentar os temas abordados relacionando-os com o papel da educação e do educador.

A idéia da reconstrução de teor político com respeito àaprendizagem possui hoje, ademais, base biológica cada vez mais clara, na qual defende a capacidade de todo ser vivo de adaptação criativa, à medida que, do ponto de vista do observador, não é a realidade que se impõe à mente, mas, ao contrário, é a habilidade mental que interpreta reconstrutivamente a realidade externa. Repelindo com veemência a postura representacionista – a realidade se impõe defora para dentro, de tal sorte que a consciência tem da realidade uma representação, tanto mais fidedigna quanto maior for o positivismo em jogo – realiza também forte crítica ao instrucionismo, ainda que com certa tendência determinista, por considerar o cérebro uma “máquina” determinadamente auto-organizada. Esta idéia foi acolhida em sociologia por Luhmann com propensão conservadora, combatidasempre por Habermas, porque a auto-organização, sendo circular, pode apenas girar em torno de si mesma, não atingindo a criatividade que precisa saltar. Por conta disso, Varela, inicialmente colaborador e discípulo de Maturana, avançou para a teoria da “embodied mind” (mente incorporada), com base na “enação”, que significa tipo de relacionamento mais flexível entre mente e realidade, ainda que oponto de partida seja de dentro, sinalizando o sentido da autonomia. Existe a versão mais filosófica da “embodied mind”, de Lakoff/Johnson, cujo argumento maior é a metáfora: todo pensamento, por mais abstrato que seja, está plantado na vida das pessoas. A inteligência é inconcebível sem o corpo, que não é apenas morada da mente, mas parte integrante da geração da aprendizagem. Somos seresnaturalmente interpretativos, o que sugere que, perante a realidade, tomamos sempre atitude reconstrutiva.
A lingüística adotou esta postura, desde que se descobriu que a linguagem não retrata a realidade, mas a reconstrói. Foi importante a obra de Rorty neste sentido, bem como de Austin e Searle. Este já teme que se exagere a capacidade de construção da realidade, crítica que também aparece emHarding. No fundo, surge sempre a idéia de que toda cultura é original – é impossível um povo fabricar a cultura do outro, a não ser impor de maneira

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colonialista. Volta, pois, a questão do sujeito, já que a perspectiva reconstrutiva aponta para a característica da aprendizagem ativa, impraticável na condição de objeto. Na prática, coloca-se a tese da politicidade de todo servivo, e que Prigogine alarga para toda a natureza, quando imagina poder aplicar a dialética a todas as formas de realidade, inclusive não humanas. Surpreendentemente, põe-se a resgatar a “dialética da natureza” de Engels, que fora relegada pela Escola de Frankfurt. Sem dúvida, trata-se de lançamentos extremamente polêmicos.
Alguns autores se entusiasmaram muito com esta perspectiva, como Capra,enquanto outros continuam reticentes, como Wilson e Casti. Ainda assim, as discussões em torno da inteligência artificial, que se nutrem também destas questões pós-modernas do conhecimento, apontam para direções não menos surpreendentes. A inteligência artificial gostaria de ser “inteligente”, sobretudo humanamente inteligente, e quem sabe um dia suplantar a inteligência humana, como sinalizaria,por exemplo, a obra de Kurzweil sobre as “máquinas espirituais”. Tomando a expressão de Dreyfus, o que os computadores “ainda” não podem fazer? Não sabem ainda pensar criativamente, no sentido hermenêutico da interpretação contextuada, marcada pelo fenômeno da “emergência”. Este fenômeno aponta para a característica do salto de uma situação para outra, indicando a criatividade. O cérebro é...
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