O mundo da pratica , a existencia etica , senso moral e a consiencia moral

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  • Publicado : 29 de janeiro de 2013
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Moral. Conjunto de normas, leis a serem seguidas, preceitos, costumes, valores, código prescritivo norteador de comportamentos humanos para a convivência coletiva (grupo, comunidade, população, sociedade). A moral diz o que é certo e o que é errado, o que se deve fazer e o que não se deve fazer, o que é “bom” e o que “ruim”; geralmente é dicotômica.

Ética. Postura política [1] que afirma avida [2] através da problematização da moral, do questionamento e do ajustamento desta. A ética busca explicar e justificar os costumes de uma determinada sociedade, bem como fornecer subsídios para a solução de seus dilemas mais comuns. É o exercício do pensamento. O escopo da ética é determinar o que é bom, tanto para o indivíduo como para a sociedade como um todo. Ser ético é fazer algo que tebeneficie e, no mínimo, não prejudique o “outro”.

A discussão sobre Moral e Ética é interessante na medida em que nos auxilia a questionar nossas práticas que são, necessariamente, políticas. Não há práticas, visões, opiniões ou posturas que não se constituam como políticas. O entendimento dessas questões nos remonta à percepção de que somos seres sociais (até mesmo nos momentos em que estamosfisicamente sozinhos). Pensar a vida em sociedade, a convivência em grupos, leva-nos a pensar nos modos de relação que estabelecemos com estes grupos. Se existem códigos de conduta para a vivência coletiva, significa que, se o regime vigente for democrático, esses códigos foram acordados socialmente entre os integrantes deste grupo. Entretanto, nenhum grupo sobrevive com o seguimento “cego” de suamoral. Há que se ajustar através da ética o que não é alcançado pela moral, isto é, a afirmação da vida.

Trazendo a discussão para a vida cristã [3], há uma aproximação muito grande da moral e da ética com a lei e a graça, respectivamente. No antigo testamento a lei prescrevia determinada conduta e ao mesmo tempo estabelecia conseqüências para o sujeito que não a obedecesse (Ex. 20, 21 e 22, porexemplo). Não havia espaço para perdão, diálogo, reflexão ou acordo (Ex. 21: 22-27). Portanto, é e continua sendo impossível viver estritamente segundo a lei. Em toda a história da humanidade, somente Jesus conseguiu cumpri-la. Ao mesmo tempo, sabendo Deus que o homem não era capaz de viver segundo a lei, estabelece no Novo Testamento uma nova aliança com o homem, enviando Jesus.

Cristo é a“justiça de Deus”, que não é justa, mas muito mais do que justa. Se a justiça de Deus fosse justa, todos nós estaríamos mortos, pois pecamos e a moral nos prescreveria a morte. Assim, o comportamento de Deus em ceder seu filho em holocausto foi manifestação de amor desmedido (Jo. 3:16).

Se já não bastasse esta ação divina, Jesus ainda traz a nova aliança, interpretando a lei, ajustando-a,problematizando-a, afirmando a vida e a possibilidade de viver eternamente, mesmo burlando a moral (pois a conseqüência que caberia a nós pagar por termos quebrado a prescrição normativa da moral já foi paga por Cristo) (Gal. 2:19-21). Portanto, a ética da vida cristã é a graça (Rom. 5: 20, 21). Jesus foi uma pessoa plenamente ética. Ele não rejeitou a lei, mas trouxe a ela novo sentido, abrindo caminhos epossibilidades às quais eram inacessíveis através da lei (Gal. 3: 19-26). Um ótimo exemplo foi o da mulher adúltera: João 8:1-11. A moral, presente em Levíticos 20:10, que regia a conduta do povo por séculos, teve agora um novo sentido e foi problematizada por Jesus. Quais critérios foram utilizados por Cristo para questionar a moral? Podem ter sido vários, mas creio que um dos principais foi aafirmação da vida e da possibilidade da salvação, entendendo a condição humana daquela mulher (essencialmente pecadora). Que princípios nortearam a ação de Jesus no ato de problematização da moral? Também podem ter sido vários, mas creio que o “amor ao próximo como a si mesmo” refletindo a comunhão que tinha com Deus, foi um dos centrais, senão o principal.

Jesus nos ensina a sermos éticos....
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