O morador de rua e a mídia: de que forma a mídia impressa, mais especificamente os jornais, retratam o morador de rua no brasil

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 18 (4437 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 26 de novembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
ALEXANDRE BENTO DOS REIS - R.A. 409107654
















O Morador de Rua e a Mídia: de que forma a mídia impressa, mais especificamente os jornais, retratam o Morador de Rua no Brasil















































UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO – UNINOVE
SÃO PAULO - 2012
1- Resumo da história do jornal impressoNeste capitulo será tratado breve resumo da história do jornal impresso. A partir da primeira edição comercial.
De acordo com Donsbach (1987) a primeira coleção e distribuição profissional e comercial de noticiais para o público foi realizada na Veneza do século XVI, na qual os scrittori d’avvisi que reuniam informações de toda índole, as copiavam e vendiam.
Segundo Kunczik(2002) os jornais manuscritos não foram retirados imediatamente do mercado, com a chegada da impressão com tipo móvel, pois podiam driblar melhor a censura e oferecer informação exclusiva, rápida e confidencial.
No decorrer da história dos impressos, logo após a invenção da maquina de imprimir, com tipos móveis de Gutenberg, em 1447, os materiais informativos sofreram com a censura. No anode 1482, a Igreja católica emitiu os primeiros editais de censura, em Würzburg e na Basiléia.
Conforme KUNCZIK (2002) em 1487, o papa decretou que ninguém podia publicar nada sem a censura da Cúria romana (a corte papal) ou seu representante. No ano de 1559, apareceu o primeiro Index papal, que proibia não só a produção, mas também a leitura de certos escritos -principalmente os deMartinho Lutero.
Em 1530, O Reichstag (Assembleia Imperial) de Augsburgo tornou obrigatório na Alemanha a impressão de um selo para identificar o editor e o local de impressão. Mas, no ano de 1570, o Reichstag de Speyer decretou que só podiam ser impressos livros de algumas cidades imperiais, para eliminar a frechhait des lästerlichen tfruc/cens (impertinente edição de obras aborrecidas).Na Europa muitos lutram contra as limitações as publicações. Tanto que na Inglaterra, até mesmo partidos políticos lutaram pela liberdade de imprensa. Um exemplo deste fato foi o Partido Leveiler, em 1649, que defendeu um projeto lei apresentado no Parlamento, contendo a seguinte frase:


"se o governo deseja atuar com justiça e de acordo com os princípios constitucionais, seránecessário escutar todas as vozes e opiniões, E isto só é possível com a Uberdade de imprensa”. (KUNCZIK, 2002, p. 24).




Na Inglaterra esta liberdade só foi possível em 1855.
Segundo KUNCZIK (2002) a Suécia em 1766, foi o primeiro país a aprovar uma lei protegendo a liberdade de imprensa.
Enquanto na Alemanha, por exemplo, o resultado da censura foi à proibição dasnotícias políticas nacionais ou uma grande restrição à circulação. Isto se tornou evidente em uma ordem do rei da Prússia, Frederico II, em 1784:


"Não é permitido que um particular divulgue opiniões e criticas, nem que faça saber ou divulgue através de material impresso as noticias que recebe referentes às ações, procedimentos, leis, castigos e editais do monarca e das cortes, seusfuncionários governamentais, corpos colegiados e tribunais. Um particular é incapaz de formar tal opinião porque tem pleno conhecimento das circunstancias e dos motivos".(KUNCZIK, 2002, p. 26)




Segundo Sodré (1983) enquanto países europeus lutavam contra a censura, em 1814, o Times revolucionou as técnicas de imprensa, com a utilização de maquina a vapor na sua impressão, nos Estados.Essa invenção reduziu o custo de produção e acelerou o processo de distribuição.
Enquanto na Inglaterra esta liberdade só foi possível em 1855.
Para Sodré (1983) o desenvolvimento da imprensa nos Estados Unidos, está ligado à ausência de passado feudal no país, o que contribui para a liberdade de imprensa.
Com o passar do tempo, na Alemanha surgiram vozes para combater a censura uma...
tracking img