O monge e o executivo

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A ECONOMIA MARXISTA: O Capitalismo e Suas Crises

 
∗∗
Sinival Osorio Pitaguari
1.
 
A ACUMULAÇÃO PRIMITIVA DO CAPITAL e o DESENVOLVIMENTO DAS FORÇAS PRODUTIVASCAPITALISTAS
O capital é propriedade privada da burguesia. Essa propriedade, porém, surgiu historicamente da separaçãoviolenta dos produtores diretos (os trabalhadores) dos seus meios de produção e, a partir daí, da constituiçãode umasociedade dividida em duas classes antagônicas principais. Os trabalhadores assalariados (proletários) que nadapossuem a não ser sua força de trabalho, e vendem a força de trabalho para os donos das empresas (capitalistas) emtroca de salário.O processo que levou a essa divisão de classes é chamado de
acumulação primitiva do capital
.Na Europa, mãe do capitalismo, esse processo teve iníciocom a mudança das relações sociais de produção nocampo. Os senhores feudais, interessados em obter dinheiro, e não mais renda em produtos expropriados da produçãofamiliar camponesa, ou em trabalho gratuito que esses camponeses eram obrigados a realizar em terras específicaspara a subsistência dos nobres (corvéia). Os senhores feudais expulsaram os camponeses e passaram a arrendar grandes áreas deterras para empresários arrendatários capitalistas, que contratavam alguns camponeses pagando-lhes salários. Os senhores feudais ainda se apropriaram das antigas áreas de terras comuns (
cercamento
como ficouconhecido), que serviam de pastagens, fonte de lenha, e outros meios de subsistência, impedindo que os camponesesexpulsos sobrevivessem sem encontrar emprego. Porém, o emprego no campo foireduzido com o aumento da jornadade trabalho, e grande parte dos camponeses foi expulsa para as cidades.Entretanto, nas cidades não havia emprego para todos, muitos ficaram na rua, mendigando, se drogando,roubando. Por conta disso, chamaram para si a ira e a ganância das elites, que estabeleceu
leis sanguinárias
,
leiscontra a vadiagem
, obrigado as pessoas a aceitarem qualquer emprego,qualquer que fosse o salário ou as condiçõesde trabalho, caso contrário, poderiam ser presas por vadiagem, poderiam ser obrigadas a trabalhar por um prato decomida, poderiam ser marcadas a ferro como vadios, em caso de reincidência poderiam ser levados à forca, à pena demorte.Nas cidades uma revolução acontecia nas forças produtivas e conseqüentemente nas relações de produção. Aexpansão comercial ecolonial iniciada por Portugal e Espanha, seguida de França, Holanda e Inglaterra, criou ummercado mundial de troca de mercadorias, onde a Europa se especializou na produção e exportação de artigosmanufaturados e as suas colônias na produção de artigos primários. Entretanto, as antigas oficinas artesanais nãoestavam capacitadas para atender essa crescente demanda. Os comerciantes aos poucos vãocontrolando a produção.Primeiro estabelecendo contratos de compra e venda com os mestres artesãos, depois sendo necessário fornece-lhesa matéria prima e um espaço físico que reunisse vários artesões para com suas ferramentas pessoais produziremexclusivamente para o comerciante que os contratou, finalmente, fornecendo todos os meios de produção, inclusive asferramentas. Nesse momento, o artesão haviadeixado de ser um trabalhador autônomo para se converter numtrabalhador assalariado, subordinado completamente ao proprietário capitalista.As vantagens competitivas da empresa capitalista sobre a oficina artesanal foram se avolumando com o tempo,tornando praticamente impossível a sobrevivência da última:
a) cooperação
:A simples reunião de vários trabalhadores para realizar uma mesma tarefa trazinúmeras vantagens, como a economiano emprego do capital constante (meios de produção), a emulação (estimulo) proporcionada pela ajuda mútua, o ganhode potência para realizar tarefas pesadas impossíveis de serem feitas por uma pessoa sozinha, o controle do capitalistaque força os trabalhadores a elevar a intensidade (força e ritmo) do trabalho, etc.

Texto didático em desenvolvimento para a...
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