O monge e o executivo

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  • Publicado : 17 de setembro de 2012
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Graça, salvação e teologia da sustentabilidade como tema da teologia wesleyana
Helmut Renders
Introdução
Neste pequeno ensaio queremos pontuar um tema do futuro da humanidade como tema do futuro da tradição metodista na América Latina. É o tema da sustentabilidade como assunto da sobrevivência da humanidade. Não referimo-nos à sobrevivência da criação: A criação sobrevivia-nos, caso queseríamos tão incompetentes de exterminar a humanidade. Mas, mesmo que o extermínio da humanidade não seja provável, o aumento do sofrimento até a perda de qualquer esperança de transformações para o melhor para milhares e milhões pessoas – e toda criação – representa hoje em dia um cenário possível senão e provável. As nossas decisões em relação ao tema da sustentabilidade tomadas hoje terão seu impactoamanhã e depois amanhã, para todas as gerações.
Trata-se de um primeiro esboço nosso da teologia da sustentabilidade wesleyana. Esta concentração tem diversas razões: primeiro é nosso ponto da partida para o desenvolvimento do tema e serve, por causa disso, como uma espécie de um primeiro levantamento das contribuições já feitas por teólogos/as wesleyanos. Segundo queremos apresentar estes/asinterlocutores/as ao público maior. Terceiro, acreditamos que a tradição wesleyana, especialmente, quando ela integra as suas raízes anglicanas, tem algo a oferecer. Quatro, vemos um potencial específico na teologia wesleyana brasileira pela sua integração da criação no seu método teológico chamado quadrilátero. Quinto, fazemos este discurso numa universidade comunitária e confessional queestabelece com objetivos maior a promoção do bem comum, da sua identidade confessional e da sustentabilidade. Ou seja, a relação entre confessionalidade e sustentabilidade precisa ser discutida e não vemos ninguém fazendo isso.
Isso nos leva a um segundo comentário. Os/As teólogos/as wesleyanos/as em seguida apresentados/as jamais estabelecem um discurso isolado, mas, se entendem como uma voz no coralda teologia cristã, ou como John Wesley disse, um galo no tronco da igreja cristã. E acreditamos que seja ainda mais: a teologia wesleyana é aberta para apresentar a teologia como um saber em conversa com os outros saberes presentes no cotidiano, na sociedade, na igreja e na academia. Não há dúvida que a dimensão do desafio que o discurso da sustentabilidade representa requer da teologia o melhorque ela possa oferecer, e um denominacionalismo desinteressado ou um departamentalismo autosuficiente, certamente, não fazem parte disso.

O tema da ecologia, eco-teologia e da sustentabilidade na teologia metodista
John Dodd
De certo modo ajudou a teologia dialética no preparo da eco-teologia pela radical distinção entre história, cultura e o Deus criador, salvador e capacitador e suacompreensão nos momentos do kairos como momentos do potencial salvador e transformador. O que o exegeta britânico e metodista Dodd designou como o “já” e o “ainda não” do Reino de Deus – em proximidade à teologia reformada e dialética de Karl Barth ou a teologia luterana de, por exemplo, Althaus, abriu, futuramente, possibilidades de repensar discursos fixados numa história sempre em decadência ou numahistória idealista e desenvovlentista. A dinâmica dialética entre os sinais do reino de Deus e a participação da Igreja nestes sinais e o horizonte utópico respondida pela espera e a rejeição da confusão de qualquer criado com o próprio criador abriu a possibilidade de construir uma idéia mais dinâmica da colaboração no ser humano nos processos da criação contínua.
Frederick Elder e John Cobb
Otema da sustentabilidade e assuntos relacionados não são novas na teologia wesleyana. Uma das primeiras vozes metodistas era Elder (1970) e seu livro Crise em Eden: o ser humano e o meio ambiente. Elder levanta perguntas básicas e questiona as atitudes antropocêntricas da teologia. Já a teologia ecológica de Cobb, jr., Será que seja tarde demais? Uma teologia ecológica, publicada em 1972, é hoje...
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