O mito da caverna

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  • Publicado : 13 de abril de 2011
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Curso de Direito

Platão, A República – O Mito da Caverna.

1. Resumo
O Mito da Caverna é o capítulo VII do livro A República, de Platão. O livro é todo desenvolvido em diálogos entre Glauco e Sócrates; Platão expõe as suas principais ideias de como seria o governo e o governante perfeito, através deles. E apesar de todo esse ‘projeto’ de dirigentes ideais e racionais, e de ser oprotótipo de gestão política ideal, tudo isso não passa de uma utopia, criada por Platão.
O capítulo VII do livro retrata a vida de um grupo de pessoas aprisionadas na escuridão de uma caverna, onde existe apenas uma pequena luminosidade, que provém de uma fogueira na extremidade desta. Os prisioneiros apenas conhecem o que eles podem ver daquela condição em que se encontram, ou seja, eles apenas vêemas sombras das pessoas, dos animais e dos objetos carregados diante daquela fogueira, que reflete na parede a frente deles. E acreditam que o que eles enxergam é a realidade, que é apenas aquilo é o que existe, é como se fosse uma delimitação feita por eles do que é o mundo real.
Então, um dos prisioneiros consegue se libertar dos grilhões que o prendem na escuridão da caverna e vai para a luz.Quando ele encontra-se fora da caverna, os seus olhos cegam-se com a claridade, e posteriormente ele torna-se céptico, pois ele não sabe mais o que é a realidade, se é aquele lugar magnífico e iluminado que ele acabou de conhecer ou se é a caverna escura, onde viveu grande parte de sua vida. Mas ao mesmo tempo em que ele encontra-se incrédulo, ele está deslumbrado com a beleza e a luz da nova everdadeira realidade. Ele fica absorto contemplando os reflexos no rio, as árvores, os animais, as estrelas e principalmente o sol. Depois de refletir sobre todos os ‘conhecimentos’ que ele obteve no mundo exterior, ele lembra-se de sua primeira morada e dos seus companheiros de escravidão e da ideia que lá se tinha sobre a realidade e a sabedoria, e pensa que ele teve sorte por ter sofrido essametamorfose, mas ao mesmo tempo lamenta-se por ter vivido-a. Pois, tudo se torna mais fácil e prático, quando se fica na escuridão e não precisa enfrentar os conflitos internos causados pela transformação da sua forma de ver o mundo e de entender a verdadeira realidade.
Finalmente, ele decide voltar para a caverna e analisar a sua antiga morada, com ‘outros olhos’ e gera uma discussão com os seusex companheiros de prisão, e quando ele conta para eles, como era o mundo exterior e dá a sua opinião de conhecedor dos ‘dois mundos’, ele faz os outros rirem, pois não acreditam em nada que ele fala, e dizem que os esforços que ele fez para chegar à luz, não valeram de nada. E é muito provável que se ele insistisse em levar alguém para a luz, seria sacrificado.
Platão, também cita quais são osconhecimentos necessários para ser um bom dirigente do Estado, ele diz que um governante necessita ter um vasto conhecimento em todas as ciências exatas e militares, mas principalmente ser um bom conhecedor das ciências da alma, ou seja, segundo ele é necessário ser um filósofo. A dialética é extremamente importante para o Platão, ele utiliza a dialética de forma que elimine primeiramente a opiniãodo senso comum e posteriormente às hipóteses falsas, que inevitavelmente surgem diante desta derrubada.

2. Citações
“Sócrates: Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da ideia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?”
“(...) O antro subterrâneo é o mundovisível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe a região superior e a contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. (...) Nos extremos limites do mundo inteligível está a ideia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que, conhecida, é belo e bom, criadora de luz e do sol no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e sobre a...
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