O inicio da geografia

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  • Publicado : 25 de março de 2013
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A modernidade industrial e a geografia fragmentária dos sécs. XIX-XX
Husserl, criador da moderna fenomenologia, na metade do Séc. XIX, uma fase nova na referencia filosófica e fim de influencias filosófico idealista alemã inicio do positivismo nos campos científicos, fase de fragmentação do conhecimento.
O ponto de desmonte é o holismo de Humboldt, que separa as esferas em mundos paralelos,isolando-as entre si. A origem da geografia e proclamada em Ritter e o esquecimento leva Humboldt ao esquecimento.
A fragmentação generalizada que vai dar na pulverização da geografia em um numero crescente de geografia sistemática; e o da aglutinação das setorizações em campos de agregados por conteúdos comuns ou semelhantes, que vai dar no nascimento da geografias física e da geografia humanaextentendendo à geografia regional, no primeiro instante, criam-se as geografias setoriais (sistemáticas), fragmenta-se a porção do real em diferentes pedaços na qual se constitui uma teoria, um método com nomes próprios, seguindo modelos da ciência e sua divisão correspondente. Surgi então o novo paradigma da geografia, com criticas à Humboldt e Ritter feitas por Frobel, Peschel, Garland.
Umaradical mudança na geografia holista no conceito natureza; a natureza inorgânica, tornando-se uma coisa física. Então, a geografia física sistemáticas a esfera do orgânico (Humboldt ) deixada de lado. E a esfera humana é abandonada, mudança no conceito homem se dá excluído da natureza, todos os fenômenos do contexto muda, assim, o conceito da geografia, seu campo e seu objeto. Um novo discursoaparece. São abandonados conceitos e fundamentos sécs. (XVIII-XIX) holista, região, espaço estabelecidos desde Kant e formulados por Ritter toda a via o abandono da corologia.
Fazer geografia significa analisar fenômenos na superfície da terra, a geografia física sistemática mantém, de certo modo, uma ciência corográfica, começando surgir pela geomorfologia, que, aos poucos vai ser base de referenciacorográfica. Embora voltada para formas de relevo e os processos que a originam, a geomorfologia. Portanto, não se extingue a geografia. Cria-se uma nova forma de geografia, a especialização que transforma a geografia numa serie de saberes sistemáticos de âmbito físico e inorgânico são reflexo do acompanhamento dessa nova ordem do pensamento. A geografia reproduz sua setorização na linha defronteiras nos campos da ciência. Assim, na fronteira com a geologia surge a geomorfologia, com a meteorologia, a climatologia, na fronteira com a biologia, a biogeografia (geografia das plantas).
Manifestam-se reações de diferentes direções, as duas principais são: a darwinista no campo da ciência e biologia, e a outra, no campo da filosofia, de um retorno de Kant. O positivismo na continuidade doprocesso fragmentador, inspirado no naturalismo e não mecanicista, mas, organicista, cujo resultado será o nascimento da geografia setorial-sistemática no campo do homem.
Na frente neokantiana, manifesta o retorno a Ritter trazendo a volta da geografia humana e a geografia regional.
No estudo do homem, surge a antropogeografia de Ratzel, criada na fronteira da antropologia, seguida pelageografia urbana (Blanchard); geografia industrial (Chardonet); geografia agraria (Faucher) nas fronteiras da sociologia e da economia. No âmbito das aglutinações por campos, surge a geografia física (Martonne); geografia humana (Brunhes); geografia regional, diferenciada no conceito regional, de La Blache, e no conceito de diferenciação de áreas, de Hettner. A grande presença de franceses indica odeslocamento da geografia para além da Alemanha.
Na nova fase da geografia humana, Ratzel, La Blache, Hettner, são os pensadores emblemáticos desse momento da geografia.
Ratzel inaugura a fase da geografa humanas sistemática, sua obra é a sua melhor expressão, combinação de fragmentação e reaglutinação criando um paradigma de geografia dentro do outro no inicio do séc. XIX. Referida ao “homem em...
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