O impacto da morte e da doença grave sobre o ciclo de vida familiar

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  • Publicado: 1 de março de 2013
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O IMPACTO DA MORTE E DA DOENÇA GRAVE SOBRE O CICLO DE VIDA FAMILIAR
Uma coisa é certa em nossa vida, a certeza de que iremos morrer. De fato, podemos dizer que desde o momento que nascemos estamos morrendo, o ajustamento da morte é mais difícil que outras transições da vida.
Nossa sociedade criou os “especialistas em morte” para lidar com todos os aspectos da morte, como hospitais para abrigardoentes graves, agentes funerários e diretores de funeral, com isso a família tende a ficar distante da pessoa que está morrendo.
CONTEXTO SOCIAL E ÉTNICO DA MORTE
Durante gerações mulheres cuidaram dos membros doentes e agonizantes de suas famílias e da sociedade. Conforme as mulheres passaram a ter menos filhos e uma vida mais móvel, entraram na força do trabalho em grande número houve umagrande mudança em seu papel familiar e criou um vácuo no funcionamento da família. Quem vai cuidar dos doentes agonizantes? Quem cuidará dos filhos?
A Mudança nos Métodos de Atendimento da Saúde para Lidar com a Morte
O movimento em função dos cuidados no hospital ou em casa também evolui a partir da mudança na responsabilidade, e o resultado foi colocar os cuidados nas mãos da unidade cuidadoraprimária.
Foi comprovado que as famílias que decidiram cuidar de seus membros graves ou terminalmente doentes sempre se saíram melhor em todas as medidas padrão emocionais que aquelas que deixaram os doentes no hospital. As famílias experienciam menos sintomas psicológicos e psicossomáticos, como também encaram seu tempo junto como um período de crescimento.
A INFLUÊNCIA ÉTNICA
Alguns gruposétnicos parecem estar mais bem-preparados do que os outros para lidar com a morte, com o morrer e com doenças graves. Sem nenhum ritual para lidar com a morte, com um forte senso de autonomia e a falta de expressividade verbal, o grupo étnico anglo-saxão protestante não prepara as famílias para lidar com as tragédias da vida, no outro extremo do continuo estão os judeus, que estão bem preparados paralidar com as tragédias e os sofrimentos inerentes à existência. Eles também são um grupo étnico muito expressivo, com uma tradição de sofrimento compartilhado; isto é, expressar e compartilhar o sofrimento com os outros promove o sentimento de “povo”.
A História de Perdas Anteriores
Se crises desenvolvimentais e situacionais são complicadas adicionalmente por lembranças de perdas traumáticasanteriores, a capacidade das famílias de manejar a situação fica ainda mais comprometida.
A incapacidade de utilizar positivamente as perdas passada no presente com frequência se manifesta de duas maneiras: não tomar conhecimento de interseção da morte com outros eventos do ciclo de vida e a ausência ou diferenças de lembrança em relação a determinadas perdas na família. Às vezes é impossível paraessas famílias seguirem em frente, lidarem com a perda iminente ou real de uma pessoa amada, sem lidarem antes com as perdas passadas.
MOMENTO DA MORTE NO CICLO DE VIDA
A morte é considerada um desenvolvimento natural no ciclo de vida, porém é considerada normal quando ocorre em uma idade mais avançada. Infelizmente estatísticas indicam que quanto mais tempo nós vivermos mais provável será quemorremos de uma doença debilitante e crônica.
Embora a morte dos idosos seja vista como uma parte integrante do ciclo de vida familiar, isso não acontece sem estresse. Parte do estresse decorre das mudanças no estilo de vida necessária para lidar com os efeitos da própria doença debilitante, é o que acontece também com o fato dos idosos acabarem ficando incapaz de cuidar de si próprio. Outra partefundamental para a geração de estresse familiar é o fato da morte de uma geração mais velha aproximar a cada geração sucessiva de sua própria morte.
A NATUREZA DA MORTE
A morte pode ser esperada, inesperada ou ocorrer antes do nascimento. Cada tipo de morte tem uma implicação na família.
Além da falta de preparação psicológica, a realidade da morte como testamentos, seguros e arranjos...
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