O homem, a sociedade e o estado na ótica de rousseau

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  • Publicado : 4 de fevereiro de 2012
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O HOMEM, A SOCIEDADE E O ESTADO NA ÓTICA DE ROUSSEAU *Por Cledineia Carvalho Santos
A teoria de Rousseau parte da idéia de que os direitos naturais são pertencentes a todos os indivíduos, estes direitos existem antes mesmo da constituição do poder do estado, logo o poder do estado é limitado, determinado pelos direitos naturais.
Na obra O Discurso ele legitima que a sociedade se fundamenta numpacto imposto e por sua vez falso, pelo qual se perde a igualdade e a liberdade do Estado natural. Por outro lado, a sociedade não tem condição de possibilitar aos homens a igualdade e liberdade civil que concretiza o pacto social verdadeiro. Quanto ao homem no estado de natureza, o autor busca conhecê-lo em sua forma original (pré-social). Este homem hipotético é o oposto do indivíduo que vive emsociedade.
Rousseau propõe uma teoria dicotômica entre o homem natural e o homem social. Percebe-se nesta teoria a influências de um dos seus contemporâneos, Thomas Hobbes, embora sejam antagônicas suas concepções de homem natural e homem social, uma vez que para Hobbes o homem é naturalmente mal, o que justifica a necessidade da sociedade para freá-lo e aperfeiçoá-lo, enquanto que para Rousseauo homem natural é bom ao passo que a sociedade, com seus acordos artificiais entre os homens acaba por corrompê-lo.
Para compreender este homem no estado de natureza é necessário afastar os modelos de homem social conferidos na sociedade organizada. Seria pensar no primeiro homem, aquele que vivia em pleno exercício de liberdade individual, tendo como principais preocupações as atividades dealimentação e reprodução.
O pensamento de Rousseau sobre o homem é bastante instigante e reflexivo. Trata-se de uma concepção otimista do ser humano, ao afirmar que o homem “é bom por natureza e a sociedade o corrompe”. O que se pode dizer é que o homem é um estado natural, portanto, se quisermos conhecê-lo devemos despi-lo de todas as qualidades relacionadas com a vida em sociedade.
O homem em seuestado natural é um animal e como tal só se manifesta para satisfazer suas necessidades instintivas, possuindo apenas duas paixões fundamentais: o desejo de busca de seu bem estar e a repugnância em ver o outro da sua espécie sofrer. O que ele vai chamar “amor de si e pitié” respectivamente. No entanto, há duas características básicas que distingue o homem natural dos demais animais: a liberdadee a perfectibilidade, que permitirá ao homem melhorar sua condição e transmiti-la aos demais semelhantes. Nota-se, portanto que o homem natural em Rousseau não é um homem vivendo isolado, mas um homem desprovido de desejos, vícios e ambições que a sociedade lhe impõe.
Rousseau credita ao surgimento da propriedade privada a origem da sociedade e da desigualdade entre os seres humanos e afirma que“o primeiro homem que, tendo cercado um pedaço de terra, (...) dizendo ‘isto é meu’ e encontrando pessoas simples o bastante para acreditar nele, foi o fundador real da sociedade civil” Segundo ele no isolamento todo homem. é igual, é a partir do momento que resolve viver em sociedade que as desigualdades aparecem. O surgimento da propriedade divide os homens entre ricos e pobres, o surgimento degovernos divide entre governantes (poderosos) e governados (fracos) e o surgimento de estados despóticos divide os homens entre senhores e escravos. A sociedade privada é que corrompe a condição humana. Essa visão de Rousseau tem o homem como vítima da má fé de alguns homens criando o que ele chamou de ‘pacto leonino’ da sociedade. Diante desta visão, a sociedade surge do processo civilizatóriolevando o homem a esquecer seu lado pitié, gerando a desigualdade social.
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