O homem na sociedade

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A sociedade contemporânea assume hoje uma dimensão inversamente proporcional à sua visibilidade discursiva. Parece que quanto mais se fala em ética e moral, mais escandalosamente imorais se tornam as práticas. O discurso moralizante nasce, de um lado, da justa revolta das vítimas da barbárie moral e, de outro, do cinismo dosprotagonistas da imoralidade. Comum aos dois aportes é a tendência de culpabilizar os outros, sejam eles indivíduos, grupos ou instituições. No presente trabalho, quero defender o ponto de vista de que a barbárie moral que vivemos não se explica nem se soluciona culpando o outro e exigindo que ele mude seu comportamento. As raízes da imoralidade são muito mais profundas e alcançam o terreno comum datradição e da cultura. Por isso, entendo que a superação da barbárie moral não pode ser alcançada mediante intervenções e sanções tópicas, locais, superficiais, mas que é necessário um repensar amplo e corajoso dos arquétipos de nossa cultura, no que se refere aos conceitos de cidadania, democracia, justiça social e espaço público. Tal projeto deve relacionar a nossa tradição cultural e os valores aela inerentes com o contexto moralmente perverso do modo de produção capitalista neoliberal que nos governa no momento. As perplexidades e ambivalências ético-morais precisam ser entendidas e analisadas a partir da confluência das características e tradições de nossa cultura com o modo de produção e os referenciais e representações ético-morais que lhe são próprias. Estes dois aportes – atradição cultural e a realidade econômico-política – representam as vertentes cínicas das quais nasce a imoralidade que barbariza nossas relações sociais. Imoralidade essa que ora gera revolta, ora não provoca mais que indiferença e conformismo.
O destino do Homem é: passar pela perfeição sempre crescente de sua
competência moral, espiritual e física para atingir uma felicidade cada vez mais alta, maispura.
O direito do Homem é: passar pela perfeição sempre crescente de sua competência
moral, espiritual e física, para desfrutar uma felicidade de crescimento constante mais pura.
De modo que, a partir do destino do Homem procede seu direito, destino e direito
são um, e o direito do Homem é simples: alcançar seu destino.
Agora, se nós olharmos para a força5
com a qual o Homem estáarmado para
proteger o seu direito e cumprir seu destino, descobriremos que o Homem carece totalmente
desta força. Onde está a força do Homem para aperfeiçoar-se espiritualmente, moralmente
e fisicamente? Onde está a força do Homem para ensinar-lhe aquilo que ele não sabe?
Onde está a força do Homem para distinguir o Bem do Mau, praticar o bem e evitar o mau,
desde que ele mesmo não sabe o queé bom e o que é mau? Como pode o Homem criar a
partir de si uma força maior de corpo maior do que possui? Nós vemos que o Homem é
incapaz de atingir seu destino, em si mesmo ele não tem força para revelar a semente inata
que o separa dos animais. Porém, essa força que não encontramos no Homem, encontramos em plenitude infinita na agregação de Homens. O que permanece negado para
sempreenquanto estiverem isolados, chega quando se combinam. Na união dos Homens
encontramos a força que, em vão, procuramos nos indivíduos. Enquanto o espírito do
isolado permanece sepultado eternamente na calada da noite, é despertado na união dos
Homens, desdobra vigor animado e cada vez maior. Considerando o isolado é sem moral,
desde que ele pode discernir nenhum Bem o Mau, a partir da...
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