O homem estatístivo

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL- UEMS
TONY MARCELLO LIMA FERRAZ



FICHAMENTO

Fichamento apresentado à disciplina de Dinâmicas Populacionais como requisito de aprovação do mesmo pelo Profº Tiago.

CAMPO GRANDE
SETEMBRO / 2011
O HOMEM ESTATÍSTICO
Ruy Moreira, 2008
Homem é aqui o homem-demografia, o quantitativo da população. A concepção de homem da geografia dapopulação tem a mesma matriz com que a economia neoclássica produz sua idéia de natureza, tomando como ponto de partida a idéia de natureza e homem que evolui a partir do Renascimento. (...) Então, surge um homem transformado em estatística tanto pelo dado da produção quanto pelo lado o consumo, num mundo da natureza transformada em estoque de recursos naturais. Homem e natureza jogados numa mesmasorte.(p. 77)
(...) Observa George, permite sublinhar a explosão demográfica de nossos dias, “furação que atrapalha toas as previsões...” (George, 1986).
O crescimento da população é o resultado da diferença entre as taxas de natalidade e de mortalidade. Quando a natalidade é maior que a mortalidade, o crescimento é positivo. Quando é menor, o crescimento é negativo. (p. 78)
(...) Tornou-se jáclássico o modo como ele, por exemplo, inicia o tema em Geografia da população:
Duzentos e cinqüenta milhões de habitantes na época da Antiguidade Clássica, meio bilhão pelos meados do século XVII, um bilhão em 1850, dois bilhões em 1940, mais quatro bilhões antes de 1980 [...] e sem dúvida, oito bilhões antes do fim do século. (...)(George, 1986, p 7)
Visto em sua repartição espacial, ocrescimento demográfico atual, que se caracteriza por ser mundial, universal e desigual, diz George, é, assim, causa de drásticos problemas sociais onde ocorre. (p. 78)
A preocupação é como o nexo causal entre explosão demográfica e subdesenvolvimento, reitera George. E um fenômeno é causa de outro, diz-nos Myrdal (...), pobreza é causa de excesso demográfico e o excesso demográfico é causa de pobreza(Myrdal, 1965).
Se o crescimento da população resulta da diferença entre as taxas de natalidade e as de mortalidade (...), a raiz da aceleração encontra-se no agente capaz de intervir nessa aritmética. Com a Revolução Industrial, as taxas de natalidade permanecem altas, mas as taxas de mortalidade caem com o seu advento. A rigor, a causa da queda da mortalidade está relacionada à revolução nahigiene social que acompanha a Revolução (...). Também contribuem a revolução agrícola, aumentando a produção dos alimentos, e a revolução nos transportes, facilitando o escoamento da produção alimentícia para o consumo das cidades. (p. 79)
Todavia, há de se entender melhor a relação entre a Revolução Industrial, a queda da mortalidade e a explosão demográfica, na medida em que o quadro desubdesenvolvimento que desta resulta é a conseqüência da ausência da Revolução Industrial nos países subdesenvolvidos. (p. 80)
Há, assim, interrelacionado à Revolução Industrial, um desenvolvimento desigual nas duas grandes partes do mundo, que se convencionou chamar de países desenvolvidos e países subdesenvolvidos. Vejamos esse processo. (p. 80)
Até os séculos XVI-XVII, o crescimento demográficoapresenta um mesmo ritmo e forma em todos os quadrantes do mundo, uma vez que o nível do desenvolvimento técnico-científico é igualmente baixo em toda parte. (...)(p. 81)
A Revolução Industrial (uma revolução técnico-científica) irá quebrar esses limites e alterar seus mecanismos, liberando o crescimento populacional, primeiro na Europa, e , depois, com a propagação de seus efeitos, no mundointeiro. (...) Esse desenvolvimento na ciência e na técnica, bem sempre interligadas, culmina no século XVIII na Revolução Industrial, produzindo revoluções em cadeia (agrícola, nos transportes, sanitária) que repercutem na forma imediata da queda das taxas de mortalidade. As taxas de natalidade, todavia, permanecem altas, acentuando-se o crescimento populacional. (p. 81)
São, pois, dois...
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