O historiador sem tempo

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Objetivo do texto
Em O Historiador sem Tempo, Antônio Celso nota que o historiador nos dias de hoje está marcado pela rapidez, a intensidade das rupturas e as mutações da sociedade contemporânea. Com isso, o autor neste texto tem como objetivo:

“Seguindo algumas pistas indicadas por Michel de Certeau e outros críticos da cultura contemporânea, pretendo nesta conferência apontar certosdeslocamentos ocorridos no ofício historiográfico desde o século XIX, que talvez possibilitem refletir sobre a inserção do historiador do tempo atual” 2.

Com base no trecho acima podemos observar que o autor propõe comparar o oficio do historiador do século XIX com o do tempo atual, com a intenção de refletir as mudanças que ocorreram na sociedade, ao longo desse período, produzida, principalmente,pelo avanço do capitalismo que influenciou todas as profissões

¹As informações referentes à biografia da autor podem ser encontradas nos seguintes sites: http://acimpertinencias.blogspot.com/, http://www.editoracontexto.com.br/autores_det.asp?autor=967-antonio, http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-187557904-um-eldorado-errante-antonio-celso-ferreira-frete-gratis-_JM-.
² FERREIRA, AntônioCelso. O Historiador sem tempo In: IDEM; BEZERRA, Holien Gonçalves; DE LUCA, Tânia Regina (Orgs). O historiador e seu tempo. São Paulo: Editora Unesp; ANPUH, 2008, p.13
intelectuais, mas neste texto o autor enfatiza o historiador.

Argumentos do texto
O historiador cada vez mais se encontra sem tempo para pesquisar, escrever e ser apreendido na pesquisa histórica, pois as categorias de tempo(passado, presente e futuro) se encontram, cada vez mais, modificadas. Isso ocorre, pois a área de história, no século XX, passou a ser influenciadas pelo circuito capitalista, não se restringindo a produção intelectual, mas também pela absorção de seus produtos, que segundo o autor:

“Mas o universo das representações simbólicas dos historiadores deixa à vista a crescente assimilação da cultura demercado, como a adoção de termos como fonte, para designar a matéria prima de seu trabalho, produção, para indicar seu resultado, e produtividade, para definir o valor dos sujeitos envolvidos” 3.

Com isso, é possível compreender que os bens simbólicos e culturais se transformam em mercadoria e a condição do historiador está, cada vez mais, submissa às leis do mercado.
Sob o mesmo ponto devista, Antônio Celso Ferreira demonstra como a questão do tempo para o historiador mudou no século XIX para o XX, em:

“Embora muitos historiadores do século XIX já falassem do tempo disciplinado e relativamente encurtado para as suas leituras e investigações, ele geralmente equivalia ao tempo ocioso de outras ocupações pessoais: nos negócios, na política, na diplomacia, no próprio magistériosuperior, entre outras. Neste aspecto, a disciplina significava autodisciplina, ou seja, controle do tempo pelo próprio sujeito. Na comparação com o tempo atualmente despendido para a formação profissional e a obtenção de resultados de pesquisa, tratava-se de um tempo largo, que envolvia décadas.
Hoje, o controle do tempo é imposto ao historiador pelas instituições de fomento a pesquisa, pelas asinstâncias reguladoras da universidade e pela demanda da mídia, incluindo a mídia acadêmica. O tempo se torna cada vez mais curto porque tende a ser medido pelos investimentos na formação dos recursos humanos e pela durabilidade dos produtos fabricados. Assim como outros agentes da produção cultural contemporânea, mas embora em posição marginal dentro do grande mercado, o historiador passa a serguiado, decisivamente, pela máxima: time is money, money is time. E, tendo em vistas as tendências do capitalismo atual, não seria equivocado acrescentar: culture is moneytime, ou ainda, timemoney in Culture” 4 .

O trecho acima evidencia como os estudos históricos, do século XIX para o XX, teriam passado de uma produção artesanal, duradoura, autônoma e erudita para uma produção provisória, de...
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